2 Comentários para “A arte do pseudo-intelectualismo”

  1. Geilson Volking

    jun 8th, 2009

    Sei que você está falando sobre arte, mas acho que conheço suas opniões a respeito de quem faz universidade ou almeja
    um diploma qualquer. Participei de um curso superior e não perdi nada com isso, ao contrário, aprendi muita coisa
    interessante, conheci muita gente bacana, inteligente; professores que nos fazem sentir uma ameba em material de
    conhecimento, etc. etc. etc. Claro que conheci tb muita gente imbecil, mas isso é algo impossível de se desvencilhar… só se o cara se
    trancar dentro de casa e não ter mais contato com ninguém. O pior é se esse mesmo cara, ao passar pelo espelho do quarto, ter a ligeira impressão que avistou
    um deles.

    Quanto ao diploma, sinto muito, mas ele não está com os dias contados. Ou você confiara num médico que
    aprendeu medicina na tela do computador de casa? Ou se sentira tranquilo morando no 24° andar de um prédio que o engenheiro aprendeu engenharia
    numa apostila amarelada que encontrou numa prateleira empoeirada do Sebo Rio Branco? Existe algumas áreas que realmente são mais fáceis de se
    “dominar” via autodidatismo, mas outras não. Em arte, realmente o que vale é o talento e não um diploma debaixo do sovaco.
    Mas não são poucos os escritores, pintores, cineastas, etc. que se destacaram em suas áreas e que frequentaram universidades. Sempre achei que
    a generalização é a forma mais pobre de simplificar aquilo que é complexo e que foge da nossa capacidade de compreensão. Flerto com a cautela. E
    como foi difícil aprender isso.

    Realmente, existe muitos pseudo-intelectuais se achando a pastilha sanitária do bojo de Michael Jackson. Mas fazer o quê, né. Matar é que não pode…
    No entanto, associá-los a quem faz faculdade não seria uma forma de preconceito e simplificação?

  2. Fernando Aureliano

    jun 9th, 2009

    Acho que você levou minha opinião para o lado pessoal.

    Nunca morei nem nunca moraria em um prédio projetado por um engenheiro não formado. Nem nunca deixaria um médico de curso por correspondência meter uma agulha em mim. É por isto que deixo claro no post que estava me referindo a classe artística.

    Quando falo sobre o diploma, eu digo que não é errado estudar numa faculdade, mas deixo implícito quanto as pessoas que estudam em qualquer uma (como muitas particulares em que as pessoas praticamente compram o diploma), e que se acreditam profissionais de qualidade. Quando me refiro ao diploma, quero deixar claro que estou falando da supervalorização dele, pois aqui estou me propondo a desmistificar os atuais valores que são agregados a este pedaço de papel.

    “… não basta ter uma idéia na cabeça, muito menos um diploma na mão para lhe transformar em um gênio da arte”. Quando digo isto, proponho que deve haver um equilíbrio entre o conhecimento autodidata e o acadêmico, e que nem um nem outro pode puramente lhe trasformar naquilo que você queira ser.

    Por fim, acredito que o ambiente não justifica se passar 4 ou 5 anos em lugar nenhum, pessoas você pode conhecer, sentar e discutir até na parada de ônibus. Uma prova disso é que alguns dos maiores gênios de nossa e de outras épocas nunca fizeram faculdade, o que quer dizer que não tenham estudado nem os diminui como profissionais ou artistas que foram. E isto acontece com uma frequência cada vez maior no nosso tempo. As pessoas mais ricas e mais inteligentes do mundo em nossa época (e que eu poderia citar), nunca fizeram, ou largaram a faculdade em menos de um ano para seguirem seu caminho, pois ela acabou se tornando um empecilho. Mas é claro que este foi o caso delas, que a maioria ainda precisa da faculdade, o que não é errado, mas é preciso aceitar que ela não é tudo, que é preciso mais.


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