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	<title>Asfixia &#187; Francisco Alexandre</title>
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		<title>Shadow of The Colossus: Uma Epopéia Interativa</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 20:37:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Alexandre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há um pouco mais de dois anos, no inverno de 2007, eu estava muito ocupado. Tinha um emprego fixo, e quando chegava, Por volta das 18 horas, tinha que ir direto pra o computador estudar, pois fazia na época um curso online de administração além de estudar programação e design auto didaticamente. Eu estava praticamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um pouco mais de dois anos, no inverno de 2007, eu estava muito ocupado. Tinha um emprego fixo, e quando chegava, Por volta das 18 horas, tinha que ir direto pra o computador estudar, pois fazia na época um curso online de administração além de estudar programação e design auto didaticamente.  Eu estava praticamente sem tempo até pra uma diversão corriqueira, e todos sabem que isso acaba por prejudicar no rendimento das tão importantes atividades que nos consomem. Mas quando meu cunhado conseguiu um Playstation 2 isso mudou.<span id="more-4627"></span> Em meus momentos livres, os consoles de terror, principalmente, comandavam. Sempre fui fã de jogos com ambientação contemporânea, e títulos como Silent Hill e Forbdden Siren, supriam bem essa necessidade. Pois bem, dentre todos os jogos havia um que meus amigos comentavam muito, chamavam Sombra do Colosso. “Joga sombra do colosso, tu vai curtir.” “Joga sombra do colosso, é muito foda.” Eu sempre fui muito preconceituoso com games com uma temática fantástica, e imaginava, sem nunca parar pra ver o jogo, que se tratava de mais um Final Fantasy, cheio de monstros gigantes pra matar.<img class="aligncenter size-full wp-image-4631" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/shadow_of_the_colossus1.png" alt="shadow_of_the_colossus" /> Como eu mencionei no inicio do texto era inverno, e embora eu more no litoral nordestino, nesta época chovia muito. Em muitas noites frias eu ouvia musicas incríveis vindas da sala, onde meu cunhado estava a jogar. Eu não entendo muito de música, mas eram sons carregados de instrumentação clássica, de uma leveza, e às vezes um peso, que me faziam “viajar” muito antes de dormir. Esses sons acabavam embalando meus primeiros sonhos, e nos dias seguintes sempre me esquecia de perguntar a origem das músicas. Numa tarde em que eu tive de ficar em casa – estava chovendo tanto nesse dia que na TV a defesa civil aconselhava que as pessoas não saíssem – eu fui praticamente forçado pelos meus amigos a ficar na sala e jogar o tal “Sombra do Colosso”. Eu já havia tomado conhecimento sobre o enredo, bem comum. Trata-se do sacrifício do herói para trazer a amada, morta, de volta a vida. Com um enredo assim eu não esperava muito do jogo, mas, nesse momento eu ainda estava aguardando enquanto Playstation o carregava.</p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/shadow_of_the_colossus_291091.png"><img class="alignright size-full wp-image-4634" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/shadow_of_the_colossus_291091.png" alt="shadow_of_the_colossus_291091" width="200" height="267" /></a></p>
<p>E eis que se inicia a abertura do jogo, a primeira cena mostra um céu cinzento cortado por um pássaro, eu imaginei nesse momento que quando a câmera descesse, haveria o maior quebra pau, com cortes estratégicos de ângulos de câmera e magias pra lá de devastadoras, mas não foi isso que eu vi. A cena era de uma simplicidade que me deixava embasbacado. Tratava-se pura e simplesmente de um homem, muito jovem, cavalgando um cavalo negro, atravessando a beirada de um penhasco, o pássaro passa próximo ao seu ombro, o jovem o percebe, mas logo volta sua atenção ao seu objetivo e segue o caminho. Nesse momento eu reconheci uma das músicas que eu sempre ouvia a noite, ela ajudava de forma belíssima a compor a cena do jovem que continuava a cavalgar de forma lenta seu cavalo, ao saltar por um enorme buraco que havia em seu caminho, nós podemos observar que há um corpo enrolado por num tecido em seu colo. Atravessando agora uma floresta, com um dos gráficos pra jogos mais lindos que já havia visto até então, ele seguia. Nada de grandes intrigas, revelações ou batalhas devastadoras, só esse cara, carregando o corpo de sua amada à um local específico. Os ângulos de câmera que formam a abertura conduzem de forma magistral nossos olhos para a mágica artística que é esse jogo. E a cadência da música acabou por destruir todo o preconceito que eu tinha, não se tratava de um jogo clichê. Na cena final desta abertura, ele atravessava uma enorme ponte em direção ao que parecia um castelo, ou templo. Uma das características que eu sempre noto ao me deparar com uma obra de arte, no caso, audiovisual, é o fato de que quando se encerra a exibição, você literalmente volta a si, percebe as noções geográficas ao seu redor, e não segura a vontade de olhar para outro espectador e dizer alguma coisa, nesse caso foi: &#8211; Porra&#8230;!</p>
<p style="text-align: center; "><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NBbH9qranas&amp;rel=0&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="300" src="http://www.youtube.com/v/NBbH9qranas&amp;rel=0&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Logo fui avisado de que ainda não havia acabado, e uma nova parte da abertura do jogo se da inicio. Ao entrar no templo em questão, o jovem põe o corpo de sua amada em uma espécie de altar, e após ser abordado por estranhas criaturas em forma de sombra, Wander, o protagonista, saca sua espada e as sombras desaparecem – tudo com planos primorosos e cenas longas como apenas existem em cinema de arte – nesse instante, o céu se abre e um forte raio de sol, acompanhado do som de duas vozes (uma masculina e outra feminina) compostas como uma, nos apresenta Dormin, um deus que o Wander parece conhecer. Após nos deixar a par do que busca ali (reviver Mono, a jovem que foi sacrificada), Wander recebe a tarefa de matar os Colossi, seres que habitam aquela região sagrada e proibida para os humanos, para isso ele deve usar a Ancient Sword, que é a que ele porta, pois essas criaturas nunca poderão morrer pela mão humana. Nesse instante o jogo se inicia.</p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/vgl_wander_mono.png"><img class="alignleft size-full wp-image-4668" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/vgl_wander_mono.png" alt="vgl_wander_mono" width="200" height="190" /></a></p>
<p>Ao longo desse dia nós (eu e uns 3 amigos) revezamos na procura e combate aos colossos. Quando você sai para encontrar alguma criatura, deve contar com a ajuda da espada, ao erguê-la, estando sob a luz do sol, vários feixes de luz são emitidos e ao apontá-los para local correto a se ir, eles fecham-se em um só. O cenário é lindo, cheio de belas planícies, acidentes geográficos, além de florestas tropicais pluviais e lagos.</p>
<p>Ao encontrar um colosso deve-se prestar bem atenção no cenário e no aspecto da criatura, é preciso muita lógica para se chegar aos seus “pontos fracos” – esses também sendo revelados pela espada – quando o jogador demora muito a encontrar um caminho para destruir a criatura, surge a voz de Dormin para auxiliá-lo com alguma dica. A busca pelas criaturas é um processo cauteloso e solitário. Em todo o jogo Wander só conta com a companhia de Agro, seu cavalo. Há também o recurso do mapa, que vai mudando o desenho ao longo do jogo, pois nos locais que há os colossos o desenho mostra nuvens e à medida que você vai vencendo-os, o mapa passa a mostrar imagens representando as criaturas mortas.</p>
<p>O que ocorre, é que ao se batalhar com algum dos colossos, nós temos o ápice em se tratando de vibração, principalmente quando se está jogando com vários amigos. A batalha épica é conduzida por musicas espetaculares, que passam longe dos new metal que enchem certos jogos de ação. O realismo na movimentação de Wander em interação com a criatura é impressionante e quando você consegue desvendar o caminho correto é uma vitória enorme. Garanto que se você jogar sem ver algum tutorial, seja em revista ou vídeos espalhados pela internet, depois de algumas horas seu raciocínio lógico se eleva consideravelmente.  Nesse dia eu não cheguei a zerar o jogo, porém eu fiquei louco pela idéia da trama e principalmente, super curioso quanto à produção.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/IXlmwfHe1M4&amp;rel=0&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="300" src="http://www.youtube.com/v/IXlmwfHe1M4&amp;rel=0&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/250px-fumito_ueda1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4673" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/250px-fumito_ueda1.jpg" alt="250px-fumito_ueda" width="100" height="138" /></a></p>
<p>Fumito Ueda, designer, o produtor Kenji Kaido e o músico Kō Ōtani são os responsáveis pelo projeto. Depois de pesquisar descobri que a criação de SOTC teve início em outro jogo da Sony Computer Entertainment. O jogo, com características semelhantes a SOTC, também faz parte do currículo de Fumito Ueda e Kenji Kaido. Ico é um game de ação-aventura, que conta como protagonista um garoto de chifres, Ico, que por ter essa característica é considerado como mal pressagio e é aprisionado na masmorra de um castelo. Ao escapar e explorar o local ele conhece Yorda, a filha da rainha deste castelo. É revelado que a rainha pretende usar o corpo da filha para estender sua vida, e basicamente o jogo consiste na fuga dos dois, derrotando os homens-sombra e resolvendo enigmas. Este jogo teve lançamento para Playstation 2 em 2001 enquanto que Shadow of The Colossus é de 2005. Logo se nota as semelhanças nas ambientações dos dois jogos, além de uma comunicação gestual, livre de conversas.</p>
<p><a id="aptureLink_ahxKKZp9Z7" href="http://www.youtube.com/watch?v=YSXwreNIuYE"><img style="border: 0px initial initial" src="http://i.ytimg.com/vi/YSXwreNIuYE/hqdefault.jpg" alt="" width="400px" height="285px" /></a></p>
<p>Apesar de não ter sido um sucesso de vendas, como SOTC, Ico ganhou vários prêmios, sendo considerado jogo do ano pro várias publicações. O fato é que, depois de Ico, Fumito Ueda queria fazer um outro jogo marcante, e dessa vez que vendesse muito. Foi quando surgiu o projeto Nico, ou Next Ico. Ueda mostrou para o público na DICE Summit, um evento anual que ocorre em Las Vegas, Nevada, um vídeo demo em que quatro garotos, de chifres e máscaras, vêem a cavalo e abordam um enorme colosso para então destruí-lo. Depois de ter conseguido sinal verde para a produção, Ueda resolve mudar um pouquinho a historia. Segundo ele mesmo, fazer uma continuação de Ico nunca foi sua intenção, e na época usar o molde do personagem em questão era mais viável. E assim nasceu Shadow of The Colossus.</p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/sotc_2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4683" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/sotc_2.jpg" alt="sotc_2" width="210" height="159" /></a></p>
<p>De quando eu descobri o jogo para cá, já o zerei 4 vezes, e não me canso de jogá-lo nunca. As ruínas que existem em partes da região e o designer das criaturas lembram muito artes pré-colombianas, como Asteca e maia, e a beleza dos cenários é tanta que muitas vezes me ocorreu jogar sem pretensão imediata de seguir a história, só para ficar explorando todo o local, o que não é má idéia já que há certos tipos de lagartos e frutas que aumentam respectivamente a força/resistência e a vida de Wander. As criaturas são bem diversas em formas e tamanho, há gigantescos humanóides que podem chegar a altura de prédios de 10 andares, e também há criaturas que se assemelham a bois ou leões, em forma e tamanho. Há dois colossos alados e o combate com essas criaturas é magnífico, para mim além desses, o colosso em forma de serpente gigante, que habita um extenso lago, também é um ótimo e inesquecível desafio. Alguns colossos não são tão ameaçadores e só atacam quando estão sendo realmente incomodados, o que dá a maior pena em matá-los. Quando você mata qualquer colosso, a música de ação para subitamente antes de você desferir o ultimo golpe, e logo em seguida se inicia uma música linda e bem melancólica, uma energia negra sai do corpo da criatura e invade o protagonista, que depois de sofrer o impacto, cai exausto no chão, a tela escurece e geralmente nesse momento podemos ouvir sussurros de Mono, o que indica que ela logo voltará à vida. Wander já acorda no Templo, e para cada colosso que ele mata um ídolo que orna o local é destruído e há um homem-sombra a olhá-lo caído no chão, além disso, seu aspecto físico vai se modificando, manchas negras vão cobrindo seu corpo que vai ficando cada vez mais pálido, seus olhos brilham semelhante aos olhos dos colossos e em dado momento notamos chifres saindo de sua cabeça.</p>
<p><strong>Aviso:</strong> se você não jogou, ou mesmo não jogou o suficiente e não quer spoilers, recomendo que pule o próximo parágrafo, porque é mil vezes melhor você descobrir o que será revelado aqui através do jogo.</p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/29323-128066-Quadratusjpg-620x.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4685" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/29323-128066-Quadratusjpg-620x.jpg" alt="29323-128066-Quadratusjpg-620x" width="250" height="188" /></a> Retornando à história ao se destruir o décimo segundo colosso, nos é mostrado que um grupo acaba de entrar na Região Proibida. Eles estão sendo liderados por Lorde Emon, um Xamã que é o dono da Ancient Sword, espada que Wander roubou antes de partir. No decorrer do jogo, quando estamos nos dirigindo para o décimo sexto e ultimo colosso, algo muito triste acontece. Wander e Agro devem passar por uma estreita ponte de pedra que acaba por ceder aos poucos, Agro percebe que não vão conseguir atravessar juntos e arremessa Wander para o outro lado. Wander, seguro, não pode fazer nada a não ser olhar Agro caindo muitos metros abaixo, em direção a um rio. Essa cena me deixou besta, eu até pressentia que até o final do jogo poderia acontecer alguma merda com o cavalo, mas sempre imaginei que por um colosso. Bem, depois de se recompor hora de enfrentar a ultima e mais difícil de todas as criaturas. Após destruir o ultimo colosso e ser atingido por sua energia negra, Wander acorda no Templo da Adoração, onde estão Lorde Emon e seus guerreiros. Emon nota o aspecto de Wander e o questiona se ele entende a loucura que cometeu. Mono havia sido sacrificada pois foi previsto que sua vida causaria muita desgraça. Com o mote de “o destino nunca pode ser mudado”, nos é confirmado que aquela região era a cela do deus Dormin. Há muito tempo Lord Emon o havia aprisionado lá e dividido seu poder em 16 partes, daí a origem dos colossos. Dormin usou Wander para reunir seu poder em um só corpo, e Wander depois de ser morto pelos guerreiros de Emon foi tomado pela energia negra e transformou-se em uma gigantesca criatura escura, o próprio Dormin. Nesse instante você pode jogar com Dormin, que não faz muita coisa além de socar o chão, rosnar e dar pequenos saltos, além de apanhar muito dos guerreiros. Lorde Emon consegue chegar a uma espécie de fonte no fundo do templo e sobe o caminho de volta. Antes de partir, ele arremessa a Ancient Sword pra baixo, em direção da fonte e grita: “Be gone foul Beast!”. A fonte emana uma energia azulada que suga a criatura, e ao que ela vai ficando mais próxima da fonte, seu aspecto vai ficando mais humano e ela começa a diminuir, nesse instante você também pode jogar, mas só o que pode fazer é tentar, sem muito êxito, fugir da sucção. Lorde Emon e seus guerreiros a cavalo seguem a enorme ponte, que vai se desmoronando, de volta a entrada/saída das terras proibidas. Voltamos então para o templo onde vemos Mono acordando. Ela desperta sem entender o que aconteceu e onde se encontra, nesse instante ocorre uma das cenas mais emocionantes. Agro entra lentamente, com a pata traseira machucada. Mono a acaricia e os créditos se iniciam, mostrando ao fundo todos os colossos mortos, um a um, numa fotografia que lembra muito filme antigo. Nesse momento, tive a impressão de ter acabado de ler um livro, uma epopéia. Mono e Agro dirigem-se até o fundo do templo, e na fonte, encontram um bebê de chifres, Mono o segura, e parece entender o que houve. Os três vão juntos à uma parte omitida do templo, um lugar divino onde pássaros cantam e um filhote de cervo se aproxima, indicando que o local agora tem vida. O Jogo se encerra com o mesmo pássaro que cortava os céus escuro no início, agora voando sob céus claros, mas logo rumando para outra tempestade, seria esse pássaro a representação da coragem dos bravos?</p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/colossus1_large.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4688" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/09/colossus1_large.jpg" alt="colossus1_large" width="260" height="347" /></a></p>
<p>Depois de algum tempo, em entrevista Fumito Ueda revelou que na verdade SOTC não é uma continuação de Ico e sim o contrário, Ico seria um descendente de Wander.</p>
<p>Em abril de 2009, uma adaptação de Shadow of the Colossus para cinema teria sido confirmada pela Sony Pictures. Kevin Misher, o produtor dos filmes The Scorpion King e The Interpreter, está negociando a produção. O roteiro está sendo escrito por Justin Marks, que escreveu para Street Fighter: The Legend of Chun-Li. Não tive coragem de ver este ultimo filme de Street Fighter, por que achei o cast de um mal gosto que afrontava anos de fanatismo da minha parte pelos games, essa minha decisão foi reforçada após ver o trailer do filme, não que o anterior com Van Dame como Guiler tenha sido suportável. Eu entendo que é uma coisa muito difícil negociar com os japoneses esse tipo de adaptação, para eles é como se você só pudesse trabalhar com imagens, algumas músicas e partes dos nomes de alguns personagens, mas o enredo dificilmente eles liberam 100% para uma adaptação Hollywoodiana, forçando a fazer um filme americano a ser uma espécie de grande e destorcido comercial de um game japonês, mas mesmo sob essas condições, há como fazer um trabalho com o mínimo de dignidade como foi o caso de Silent Hill o filme, o problema é que os americanos insistem no mal gosto Insistem em achar que inovar é colocar características de outros gêneros em obras adaptadas, como foi o caso das adaptações de Resident Evil, onde o que se sentia quando se jogava os jogos passou longe do que sentimos ao ver os filmes repletos de golpes de kung fu da mila Jovovich. Shadow of The Colossus, como ele é no jogo é uma adaptação totalmente inviável, em minha humilde opinião, já que uma obra cinematográfica Hollywoodiana, pra ser um bom blockbuster – que é o que eles vão querer fazer – tem que ter ação para os meninos e romance para as meninas. Bem que nas horas que Wander e Agro forem em busca dos colossos poderia ter uns flashbacks do passado, onde nos mostraria como ele conheceu Mono, além do momento onde ele lutou para livrá-la do sacrifício, e roubou a espada Ancient Sword, mas tudo bem fragmentado, como em Lost. Eu sei que vai ficar bem diferente da idéia que o jogo propõe, mas acreditem, eles vão apelar para esse romance de uma forma ou de outra, e dessa maneira, acredito eu, estaremos com o menor dos males. Ou você prefere que o filme comece com Wander ainda conhecendo a Mono&#8230;<br />
Espero também, do fundo de minha alma, que os americanos não caguem o cast todo, não ponham atores carimbados, nem andrógenos de 40 anos para ser o Wander, e muito menos uma siliconada pra ser a Mono, por favor! Se eu fosse escolher alguém carimbado pra ser um personagem de SOTC o filme, escolheria o Tobin Bell (jogos Mortais) para fazer o Lorde Emon, por que é a cara. Só nos resta a esperança de que o filme seja pelo menos um 5° do que o jogo é.</p>
<p>Atualmente Ueda e CIA estão com o projeto TrIco, ou The Last Guardian, game que parece ser ambientado no mesmo universo de Ico e SOTC. Nesse jogo o protagonista é um menino que interage com uma criatura gigantesca, que lembra muito um grifo, Erne. Essa criatura está acorrentada e depois de liberada pelo garoto passa a seguir com ele sobrevivendo aos desafios e escapando para a liberdade plena, esse enredo parece nos redimir por tanta matança dos coitados colossos, dessa vez temos que defender um. A fotografia do jogo é linda, e a trilha sonora não passa embaixo da de SOTC.</p>
<p><a id="aptureLink_J4JCXIT013" href="http://www.youtube.com/watch?v=EHzHoMT5eRg"><img style="border: 0px initial initial" src="http://i.ytimg.com/vi/EHzHoMT5eRg/hqdefault.jpg" alt="" width="430px" height="285px" /></a></p>
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		<title>BRUCE CAMPBEL – O ator mais azarado de Hollywood</title>
		<link>http://www.asfixia.net/asfixia/bruce-campbel-o-ator-mais-azarado-de-hollywood/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 08:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sétima Arte]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu poderia começar este texto afirmando que Bruce Campbell é para Sam Raimi o que Johnny Depp é para Tim Burtom, mas isso seria uma enorme incoerência. Não esqueçamos que tratamos aqui neste texto, do astro mais azarado de Hollywood. Ele não tem um rostinho bonitinho, juvenil ou andrógeno, que venha a garantir o sucesso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left"><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/brucecampbell.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4387" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/brucecampbell.jpg" alt="Hotel Inter-Continental" /></a>Eu poderia começar este texto afirmando que Bruce Campbell é para Sam Raimi o que Johnny Depp é para Tim Burtom, mas isso seria uma enorme incoerência. Não esqueçamos que tratamos aqui neste texto, do astro mais <em>azarado</em> de Hollywood. Ele não tem um rostinho bonitinho, juvenil ou andrógeno, que venha a garantir o sucesso imediato em qualquer tipo de produção, vindo esta a exigir muito de sua capacidade como ator ou não. Ele tem uma baita cara de macho, ostentando um enorme queixo – marcado com uma cicatriz em forma de L, adquirida numa briga que teve com o irmão quando jovem -, grossas sobrancelhas, além de um olhar insano e ao mesmo tempo engraçado.<span id="more-4379"></span></p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/mynameispic2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4391" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/mynameispic2.jpg" alt="mynameispic2" width="115" height="173" /></a>Raimi e Campbell eram amigos dês de muito cedo, a origem dessa amizade deu-se antes de Bruce se enveredar no universo cinematográfico, quando ele fazia bicos como baby-sitter. Em algum de seus trabalhos ele teve de cuidar do irmão mais novo de Sam Raimi, tratava-se de Ted Raimi, outro brilhante ator que futuramente participaria de diversas produções junto de Bruce.</p>
<p>Em 1975, tudo parecia uma grande brincadeira, Sam Raimi com sua galerinha, bolava várias histórias sinistras e as filmava em Super-8, Bruce estava lá. Em 1976, Campbell teve a oportunidade de trabalhar como aprendiz “voluntário”, ou seja, ele não ganhava dinheiro, na produção de <em>Traverse City&#8217;s Cherry County.</em> Não perdendo tempo, logo estava lá aquele rapaz alto, franzino e esquisito, observando tudo nos bastidores da produção, ajudando na montagem de sets e até servindo como garoto de recados. Depois que conseguiu um emprego como assistente de produção de uma produtora de comerciais, Bruce largou o curso que fazia na Universidade Western Michigan.</p>
<p>S<a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/613946-bruce_campbell_evildead_super.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4392" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/613946-bruce_campbell_evildead_super.jpg" alt="613946-bruce_campbell_evildead_super" width="144" height="210" /></a>uas produções independentes com Raimi não pararam, e em 1979 fizeram <em>Within the Woods</em>, que é um curta de terror muito bizarro, com Bruce como protagonista, passando com uns amigos um final de semana em uma casa no meio do <em>mato</em>, onde coisas muito bizarras começam a acontecer depois que “Bruce” – esse é o nome de seu personagem – encontra um punhal enterrado no bosque. O resultado agradou tanto a equipe que logo arrumaram com pais, vizinhos e até rifas, fundos para o longa-metragem que arrebataria Sam Raimi e Bruce Campbell para o estrelato. <em>The Evil Dead</em> foi feito com o orçamento de $ 350.000, ganhou status de <em>Cult </em>e foi o filme mais vendido na Inglaterra em 1983. <em>“O filme de terror mais atrozmente original do ano”</em> foi com esse elogio de Stephen King no festival de Cannes, que o filme ganha maior projeção e logo em seguida foi distribuído aos EUA pela <em>New Line Cinema</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="430" height="250" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/yu78Z-VDVIA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="430" height="250" src="http://www.youtube.com/v/yu78Z-VDVIA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Aí deveria ser a parte em que todos os caminhos apontaram par um Oscar, mas não foi. Após as filmagens de The Evil Dead 2 Bruce mudou-se para Los Angeles e começou a se envolver em produções de baixo-orçamento como <em>Missão Lua &#8211; A Viagem Do Terror </em>e<em> Maniac Cop.</em> Apesar de sempre fazer testes, mas nunca sendo escalado para grandes produções. Protagonizou em um seriado de faroeste chamado <em>The Adventures of Brisco County, Jr</em> produzido em 1993 com um total de 27 episódios, a série conta a trajetória de vingança de <em>Brisco Jr</em>, que larga a profissão de advogado decide virar pistoleiro após o assassinato de seu pai, para vingá-lo. Começou a fazer pontas em vários filmes e séries de sucesso na época, era o <em>Autólycus </em>no seriado do <em>Hercules: The Legendary Journeys</em>, e dirigiu alguns episódios desse e de <em>Xena: Warrior Princess</em>, além também de trabalhar como dublador.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="430" height="250" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/X7Qo74_L3vo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="430" height="250" src="http://www.youtube.com/v/X7Qo74_L3vo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="430" height="250" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/QZLv3Z7L5lY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="430" height="250" src="http://www.youtube.com/v/QZLv3Z7L5lY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Em sua longa lista de filmes, algumas produções merecem destaque, como “<em>Bubba Ho-Tep</em>”, filme baseado no premiado conto de Joe R. Lansdale. No filme Elvis Presley (Bruce Campbell) e John Kennedy (Ossie Davis) estão vivos, e moram em uma casa de repouso. Cansado das badalações de sua carreira, Elvis trocou de lugar, no passado, com um imitador, o que explica a decadência do astro até sua morte inevitável, e JK ficou sabendo que pretendiam matá-lo e para ficar salvo no local, foi pintado de negro pela CIA. Os dois juntam- se para livrar o mundo de uma ameaça terrível, uma múmia que desperta no hospital e se alimenta de almas. O filme de 2002,foi em sua maioria filmado no hospital “veteranos abandonados” fora de Los Angeles. A KNB Effects concordou fazer a composição de Bubba Ho-Tep e o traje como um favor para Don Coscarelli, Diretor do filme. Outro filme que vale a pena conferir é, My Name is Bruce (2007) onde ele dirige e atua, interpretando uma versão estereotipada de si mesmo. O filme conta o “seqüestro” de Bruce por adolescentes desesperados vindos de uma cidadezinha do interior  em que, segundo eles, há um monstro real. Bruce então é forçado a interpretar Ash e aniquilar a criatura. O filme é extremamente divertido, e parece uma resposta do próprio Bruce ao mundo que sempre cobra dele o retorno as telas do maior caçador de demônios do universo.</p>
<p style="text-align: center">
<p><strong>A FRANQUIA EVIL DEAD</strong></p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/evildeadwall-bruce-campbell-901980_800_600-1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4394" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/evildeadwall-bruce-campbell-901980_800_600-1.jpg" alt="evildeadwall-bruce-campbell-901980_800_600-1" width="173" height="130" /></a>O primeiro filme <em>The Evil Dead</em> (<em>A morte do demônio</em>, título em português) é trágico. Ash Williams (Bruce Campbell) vai com sua namorada Linda e alguns amigos para uma cabana nos bosques do Tennessee, passar um fim de semana romântico, porém depois de encontrarem umas páginas misteriosas de uma livro antigo (Necronomicon) e um gravador – com fitas velhas narrando uma espécie de diário de um cientista que estudava o livro – eventos sombrios começam a ocorrer. O filme é magistralmente dirigido, Raimi aproveita bem, todos os elementos que dispõe, dos pântanos lamacentos as portas, janelas e os móveis decrépitos que ornam o ambiente. Mesmo com muito humor negro, é um grande desafio para pessoas mais sensíveis assisti-lo sozinho numa madrugada silenciosa. Repleto de lances e cortes de câmeras estratégicos, atuações bizarras (rostos deformados sorridentes, te encarando e dizendo que vão devorar sua alma!) e amedrontadoras dos personagens que são “tomados pelo mal” além de muito stopmotion, sangue e carnificina, um detalhe especial do filme é quando uma das garotas é estuprada na floresta, por galhos de árvores. O filme não tem um final feliz, encerando com Ash (o ultimo que havia sobrevivido ate então) morto depois de pego pelo misterioso monstro, representado nesse primeiro filme apenas pela visão em primeira pessoa da câmera.</p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/bruce-campbell-evil-dead.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4395" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/bruce-campbell-evil-dead.jpg" alt="bruce-campbell-evil-dead" width="180" height="222" /></a>O segundo filme <em>Evil Dead 2</em> (<em>Uma Noite Alucinante</em>) é uma versão alternativa do primeiro. Ash agora vai a cabana apenas com sua noiva. Os mesmos elementos que cercam a maldição estão presentes. O mal é despertado após ouvirem pelo gravador antigo, passagens do Necronomicon, livro dos mortos, apenas a passagem certa, recitada de forma correta pode mandar o Mal ao seu devido lugar. Sua noive é possuída pelo espírito maligno e força Ash a matá-la decapitando-a. Porém é depois disso que o terror verdadeiro começa para o desafortunado rapaz, todos devem lembrar deste filme por causa da batalha que Ash trava com sua própria mão, sendo ela amputada após tomar vida própria ao ser mordida pela cabeça decepada e igualmente viva, de sua noiva.</p>
<p>Neste filme em especial, a atuação de Campbell está fora de serie, com o desenrolar dos acontecimentos bizarros seu personagem vai passando por intensos momentos nervosos que nitidamente quase o levam a loucura. Diferente da banalidade que certos personagens aparentam em filmes atuais que retratam situações semelhantes, Ash responde a o mínimo de barulho no decorrer do filme com uma tensão brutal. O ápice desse comportamento é na cena em que, exausto de tudo o que o está apavorando, Ash resolve sentar-se em uma cadeira, e a mesma quebra, a câmera enquadra então a cabeça de um alce que está como um troféu de caça na parede, de repente a cabeça começa a rir da queda de Ash. Segue-se então a cena com praticamente todos os móveis gargalhando ao redor de nosso atormentado herói, e o mesmo, tomado pela insanidade, compartilha da graça das inanimadas criaturas e começa a rir, provocando ainda mais risada no espectador quando ele interage com o abajur, imitando os movimentos do mesmo. O segundo filme tem muitas referências requintadas ao primeiro, há novamente a cena de estupro, provocada por galhos, e uma outra cena clássica, é o momento em que Ash é pego pelo monstro, representado pela câmera. Nessa cena Ash novamente é praticamente devastado pelos caminhos que o monstro o leva, e depois de se chocar violentamente contra uma árvore, ele é jogado, como no primeiro filme, de cara numa poça de água, porém, diferente do primeiro filme, depois de longos segundos, ele ergue-se, com o rosto totalmente deformado, e gritando de forma furiosa. Este é o momento que o roteiro nos mostra a exata divisão da segunda história coma primeira. A partir deste ponto o espectador não sabe mais o que ocorrerá, isso se ainda tinha certeza quanto a tratar-se do simples remake do primeiro filme. Quanto a efeitos, sanguinolência e humor negro, o segundo não perde nada pra o priemiro, até ganha com interpretações mais maduras por parte dos quadjuvantes. O Filme se encerra com nosso azarado herói, sugado junto da criatura que representa o Mal, por uma espécie de portal, ele acaba parando na Idade média, dando assim gancho para uma continuação.</p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/campbell-bruce-photo-bruce-campbell.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4396" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/08/campbell-bruce-photo-bruce-campbell.jpg" alt="campbell-bruce-photo-bruce-campbell" width="137" height="168" /></a>O terceiro filme é o <em>Evil Dead 3 Army of Darkness</em>(<em>Uma Noite Alucinante 3</em>),<em> </em>Apesar de exagerar muito, na comédia, tem seu valor. Ash agora já não é o cara perturbado que mata demônios para sobreviver, e sim uma espécie de anti-herói que destrói demônios, bem, ainda porque não tem escolha, mas desta vez com mais prazer no que faz. Apesar do humor ser o carro chefe deste filme, o comportamento de Ash não poderia ser diferente. Ele evoluiu no que faz, e a forma debochada e atrapalhada de resolver os problemas o caracterizam de maneira singular. Neste filme o grande vilão é o seu lado mal, que toma vida e separa-se dele. Agora, limpo, Ash pode conduzir um grupo de destemidos cavaleiros medievais a vencerem as criaturas.</p>
<p>A franquia sai do cinema e da respaldo para a criação de vários jogos de videogame, e até quadrinhos. Há várias sagas em quadrinhos em que Ash protagoniza, existe uma no universo Marvel, que teve inicio nas revistas do quarteto fantástico, em que todos os heróis do mundo Marvel tornam-se zumbis. Ash acaba caindo, literalmente, nessa saga, e depois de tentar alertar os justiceiros, é desacreditado por eles e acaba mais tarde tendo de dar cabo de todos os heróis. Escrita por Robert Kirkman, esta saga é cheia de referências aos filmes, principalmente pelo humor negro.</p>
<p>Durante muito tempo, houveram vários boatos sobre uma continuação de Evil Dead para os cinemas, e até um crossover de Ash contra freddy krueger e Jason, esta história existe apenas em quadrinhos, roteirizada por Jeff Katz e o desenhista Jason Craig.</p>
<p>Apesar de não protagonizar em grandes produções, Bruce Campbell rouba a cena sempre que faz uma pontinha no blockbuster que mais rende dinheiro atualmente, tirando Harry Poter, Homem-Aranha. Suas pontas são sempre memoráveis, e eu pessoalmente fico ansioso para ver onde e quando ele ira aparecer, quando sai mais um filme da franquia. No primeiro Spider Man Bruce é o Narrador das lutas undergrounds. É ele quem da o nome de Homem-Aranha após discordar da criatividade de Peter Parker, ao se anunciar como “Aranha-humana”. No segundo filme ele está na portaria do teatro onde Mary Jane está se apresentando, e barra a entrada de Parker, e no terceiro filme, ele participa de uma das cenas mais engraçadas que eu vi nos cinemas, sendo o Gerente “francês” do restaurante, ele trama com Peter Parker o momento de pedido de noivado a Mary Jane.</p>
<p>Extremamente Carismático Bruce Campbell é ator, diretor, dublador e escritor &#8211; Possui um livro autobiográfico intitulado <em>If Chins Could Kill: Confessions of a B Movie Ator </em>além de outro romance publicado<em> Make Love the Bruce Campbell Way. –</em> um homem muito versátil e vê-se de longe que ama o que faz, no inicio ele se incomodava mais em não ter grandes papeis dramáticos em seu currículo, mas depois que compreendeu que nem só de grandes produções vivem nós reais cinéfilos, desenvolveu até um bordão que usa com freqüência.</p>
<p>“<em>Por um longo tempo eu ficava constrangido ao dizer que eu era um ator de filme &#8220;B&#8221;, mas agora eu sei o que Hollywood quis dizer. Eu descobri que o &#8220;B&#8221; quer dizer better.”</em></p>
<p style="text-align: center;"><a id="aptureLink_X4ifctIDFl" href="http://www.youtube.com/watch?v=IBzU_CrhTOM"><img class="aligncenter" style="border: 0px initial initial" src="http://i.ytimg.com/vi/IBzU_CrhTOM/0.jpg" alt="" width="430" height="285px" /></a></p>
<p><em><br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O paradoxo John Connor</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 16:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Alexandre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao analisar a franquia “O Exterminador do Futuro” (Terminator), nos deparamos com certas incoerências no roteiro, em termos cronológicos, a Skaynet e o prórpio John Connor não existiriam sem viagens de seres de um tempo num futuro em que ambos “já” existem. O decorrer dos filmes nos mostra que a criação de autoconsciência na Skynet, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ao analisar a franquia “O Exterminador do Futuro” (Terminator), nos deparamos com certas incoerências no roteiro, em termos cronológicos, a Skaynet e o prórpio John Connor não existiriam sem viagens de seres de um tempo num futuro em que ambos “já” existem. O decorrer dos filmes nos mostra que a criação de autoconsciência na Skynet, e a decisão da mesma sobre o futuro da humanidade era algo inevitável e independente dos processadores ou braços mecânicos encontrados nas fabricas Cyberdyne, mas e John Connor? Como é que alguém pode existir, antes de seu pai nascer?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Antes de nos aventurarmos no entendimento desse paradoxo, devemos levar em conta alguns conceitos de percepção temporal.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Tentando ao máximo simplificar os paradigmas temporais, temos o presente, passado e futuro como indicadores de fenômenos, auxiliando o conceito de causa e efeito. Se temos como existência aquilo que percebemos, tocamos ou sentimos de alguma forma, só existe o presente, nós só existimos sempre no presente, não podemos tocar algo no passado, mesmo sendo algo antigo, esta coisa está aqui, agora. O passado nos é apresentado incerto, dependente de provas muitas vezes, e ainda mais de nossa memória, sendo assim passivo de alteração. O que de fato não existe é o futuro. Ele é extremamente incerto, podendo uma pessoa prever certo evento isolado, porém nunca em sua totalidade, não existimos no futuro, pois sempre estamos no presente. Com isso, temos Kyle Reese e seu presente em 2029, guerreiro da resistência, se ofereceu para ir a 1984, salvar Sara Connor, a mãe do homem que lideraria a humanidade contra as máquinas. 1984 agora era o presente para Kyle Reese, como conseqüência de sua viajem, o ano de 2029 que ele conhecia não era mais o seu futuro, nem o de ninguém da raça humana; 2029 adquiria características de um passado breve. Para qualquer expectador do filme, Kyle havia vindo do futuro, porém para as percepções do mesmo, ele veio do passado, o futuro era incerto, dependendo não somente do sucesso da sua missão, mas também da capacidade de sedução sobre Sara Connor e sua conseqüência.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Segundo Sara Connor, Kyle Reese era o pai de John Connor, essa certeza provavelmente se deu por ela não ter contato intimo com nenhum homem durante os meses que sucederam os eventos da vinda do primeiro exterminador, com isso qual John Connor existia no passado/futuro alternativo, que veio Kyle Reese? A resposta é simples, nenhum.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Kyle Reese viajou para 1984 com uma missão certa, proteger a mãe de John Connor, porém esse evento geraria “O John Connor”, um homem preparado “pela mãe” desde cedo, para liderar a humanidade. Mas, e o 1984 sem a viagem de Kyle? O que ocorreria se o pai de John Connor não tivesse viajado para “o passado”? Lembrando que essa realidade faz parte do universo de origem de Kyle Reese:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>Sara Connor, não teria motivo algum para treinar um filho desde cedo para liderar a humanidade contra o que quer que seja. Considerando o que temos da mesma no primeiro filme, seria uma mulher conformista com seu emprego de garçonete e namorados irresponsáveis, embora tudo isso, se seguisse sem sofrer nenhum trauma forte, manteria a lucidez e não haveria mínima possibilidade da mesma treinar qualquer um de seus rebentos para um apocalipse cibernético.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>John Connor não seria o filho treinado para o futuro, pois ninguém voltou no tempo para avisar ninguém sobre o que ocorreria, muito menos para fins sexuais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>A Skynet ficaria autoconsciente de qualquer jeito, logo, a humanidade estava condenada, um a mais, um a menos não influenciaria nos cálculos que levarão o computador a decidir por “exterminação”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O homem é político, e a política é um tipo especial de loucura, pois o louco aponta o que não existe e é ignorado, já o político aponta o que não existe e é ovacionado. Os mitos surgem quando a humanidade mais precisa, e num momento de desespero, onde a raça humana estava sendo dizimada, onde crânios enchiam as ruas e os que quisessem sobreviver deveriam se esconder como ratos, alguém, seja gênio ou louco, porém certamente um político, criou o Mito, John Connor, e fez com que vários, inclusive Kyle Reese, acreditassem em sua existência, porém não só isso, enganaram até as máquinas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em uma das passagens do filme “Exterminador do Futuro”, o primeiro da franquia, Kyle afirma que as máquinas não tinham registro algum sobre a família de Sara Connor, ele estava com a vantagem pois possuía a foto. Graças a isso, o primeiro exterminador mandado massacrou em ordem alfabética, todas as Sara Connor que haviam naquela cidade. Pensemos então, se as máquinas não possuíam registros de ninguém da família de Sara Connor então, não havia registro de John Connor, de outra forma, não haveria motivos para voltar e matar a Mãe, se a ameaça real era o filho.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mas e a foto que Kyle trazia, e a afirmação do mesmo ter sido treinado pelo próprio John Connor, como esclarecer isso?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O nome John Connor poderia ter sido usado por qualquer guerreiro que fizesse parte do núcleo que criou o mito, e de fato esse guerreiro, que até poderia ser eu, você ou mesmo algum mexicano que teve a vida difícil na fronteira dos EUA, e quando criança para sobreviver tirava fotos de estradeiros e turistas e vendia por 5 ou 4 dólares. Talvez ele até tenha uma foto antiga de uma linda loira que não quis pagar nada, e ele guardou por recordação, muita coisa pode acontecer nesses mundos de realidade alternativa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Uma grande prova que John Connor não existia no universo futuro do primeiro filme da franquia é que o mesmo não aparece em nenhum flahs back do Kyle, nem mesmo no sonho de Sara, sendo visto somente no início do segundo filme, onde sua existência estava garantida.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não sei se essa era a real intenção de James Cameron, mas mergulhei na franquia nos últimos dias, e quando põem um sudoku na minha frente, eu num sossego enquanto não resolvo.</div>
<p>Ao analisar a franquia “O Exterminador do Futuro” (Terminator), nos deparamos com certas incoerências no roteiro, em termos cronológicos, a Skaynet e o prórpio John Connor não existiriam sem viagens de seres de um tempo num futuro em que ambos “já” existem.<span id="more-2797"></span> <a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/EdFurlong2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2803" title="EdFurlong2" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/EdFurlong2-239x300.jpg" alt="EdFurlong2" width="239" height="300" /></a>O decorrer dos filmes nos mostra que a criação de autoconsciência na Skynet, e a decisão da mesma sobre o futuro da humanidade era algo inevitável e independente dos processadores ou braços mecânicos encontrados nas fabricas Cyberdyne, mas e John Connor? Como é que alguém pode existir, antes de seu pai nascer?</p>
<p>Antes de nos aventurarmos no entendimento desse paradoxo, devemos levar em conta alguns conceitos de percepção temporal.</p>
<p>Tentando ao máximo simplificar os paradigmas temporais, temos o presente, passado e futuro como indicadores de fenômenos, auxiliando o conceito de causa e efeito. Se temos como existência aquilo que percebemos, tocamos ou sentimos de alguma forma, só existe o presente, nós só existimos sempre no presente, não podemos tocar algo no passado, mesmo sendo algo antigo, esta coisa está aqui, agora. O passado nos é apresentado incerto, dependente de provas muitas vezes, e ainda mais de nossa memória, sendo assim passivo de alteração. O que de fato não existe é o futuro. Ele é extremamente incerto, podendo uma pessoa prever certo evento isolado, porém nunca em sua totalidade, não existimos no futuro, pois sempre estamos no presente. Com isso, temos Kyle Reese e seu presente em 2029, guerreiro da resistência, se ofereceu para ir a 1984, salvar Sara Connor, a mãe do homem que lideraria a humanidade contra as máquinas. 1984 agora era o presente para Kyle Reese, como conseqüência de sua viajem, o ano de 2029 que ele conhecia não era mais o seu futuro, nem o de ninguém da raça humana; 2029 adquiria características de um passado breve. Para qualquer expectador do filme, Kyle havia vindo do futuro, porém para as percepções do mesmo, ele veio do passado, o futuro era incerto, dependendo não somente do sucesso da sua missão, mas também da capacidade de sedução sobre Sara Connor e sua consequência.</p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/terminatormovieposter018.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2807" title="terminatormovieposter018" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/terminatormovieposter018-150x150.jpg" alt="terminatormovieposter018" width="150" height="150" /></a>Segundo Sara Connor, Kyle Reese era o pai de John Connor, essa certeza provavelmente se deu por ela não ter contato intimo com nenhum homem durante os meses que sucederam os eventos da vinda do primeiro exterminador, com isso qual John Connor existia no passado/futuro alternativo, que veio Kyle Reese? A resposta é simples, nenhum.</p>
<p>Kyle Reese viajou para 1984 com uma missão certa, proteger a mãe de John Connor, porém esse evento geraria “O John Connor”, um homem preparado “pela mãe” desde cedo, para liderar a humanidade. Mas, e o 1984 sem a viagem de Kyle? O que ocorreria se o pai de John Connor não tivesse viajado para “o passado”? Lembrando que essa realidade faz parte do universo de origem de Kyle Reese:</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>Sara Connor, não teria motivo algum para treinar um filho desde cedo para liderar a humanidade contra o que quer que seja. Considerando o que temos da mesma no primeiro filme, seria uma mulher conformista com seu emprego de garçonete e namorados irresponsáveis, embora tudo isso, se seguisse sem sofrer nenhum trauma forte, manteria a lucidez e não haveria mínima possibilidade da mesma treinar qualquer um de seus rebentos para um apocalipse cibernético.</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>John Connor não seria o filho treinado para o futuro, pois ninguém voltou no tempo para avisar ninguém sobre o que ocorreria, muito menos para fins sexuais.</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>A Skynet ficaria autoconsciente de qualquer jeito, logo, a humanidade estava condenada, um a mais, um a menos não influenciaria nos cálculos que levarão o computador a decidir por “exterminação”.</p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/pictures_kylereese_1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2801" title="_pictures_kylereese_1" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/pictures_kylereese_1-150x150.jpg" alt="_pictures_kylereese_1" width="150" height="150" /></a>O homem é político, e a política é um tipo especial de loucura, pois o louco aponta o que não existe e é ignorado, já o político aponta o que não existe e é ovacionado. Os mitos surgem quando a humanidade mais precisa, e num momento de desespero, onde a raça humana estava sendo dizimada, onde crânios enchiam as ruas e os que quisessem sobreviver deveriam se esconder como ratos, alguém, seja gênio ou louco, porém certamente um político, criou o Mito, John Connor, e fez com que vários, inclusive Kyle Reese, acreditassem em sua existência, porém não só isso, enganaram até as máquinas.</p>
<p>Em uma das passagens do filme “Exterminador do Futuro”, o primeiro da franquia, Kyle afirma que as máquinas não tinham registro algum sobre a família de Sara Connor, ele estava com a vantagem pois possuía a foto. Graças a isso, o primeiro exterminador mandado massacrou em ordem alfabética, todas as Sara Connor que haviam naquela cidade. Pensemos então, se as máquinas não possuíam registros de ninguém da família de Sara Connor então, não havia registro de John Connor, de outra forma, não haveria motivos para voltar e matar a Mãe, se a ameaça real era o filho.</p>
<p>Mas e a foto que Kyle trazia, e a afirmação do mesmo ter sido treinado pelo próprio John Connor, como esclarecer isso?</p>
<p>O nome John Connor poderia ter sido usado por qualquer guerreiro que fizesse parte do núcleo que criou o mito, e de fato esse guerreiro, que até poderia ser eu, você ou mesmo algum mexicano que teve a vida difícil na fronteira dos EUA, e quando criança para sobreviver tirava fotos de estradeiros e turistas e vendia por 5 ou 4 dólares. Talvez ele até tenha uma foto antiga de uma linda loira que não quis pagar nada, e ele guardou por recordação, muita coisa pode acontecer nesses mundos de realidade alternativa.</p>
<p>Uma grande prova que John Connor não existia no universo futuro do primeiro filme da franquia é que o mesmo não aparece em nenhum flahs back do Kyle, nem mesmo no sonho de Sara, sendo visto somente no início do segundo filme, onde sua existência estava garantida.</p>
<p>Não sei se essa era a real intenção de James Cameron, mas mergulhei na franquia nos últimos dias, e quando põem um sudoku na minha frente, eu num sossego enquanto não resolvo.</p>
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		<title>Distrações</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 01:21:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Alexandre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A comédia pra funcionar tem que ser do caralho. Então resolvi fazer uma representação onírica do sentido da vergonha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A comédia pra funcionar tem que ser do caralho. Então resolvi fazer uma representação onírica do sentido da vergonha.<a rel="attachment wp-att-2515" href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/05/tiraxan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2515" title="tiraxan" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/05/tiraxan.jpg" alt="tiraxan" width="430" height="429" /></a></p>
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