Exterminador do Futuro
Escrito em 04. jun, 2009 por Fernando Aureliano | Tema: Sétima Arte
Com a estréia de Terminator: Salvation esta semana, no dia 05 de junho, e sabendo que este será um filme cheio de citações para tentar deixar todos os fãs satisfeitos, nada melhor do que refrescarmos a memória para não escapar nada nessa nova sequência da franquia.
The Terminator, conhecido pelos brasileiros pelo nome “O Exterminador do Futuro” e da galera de Portugal por “O Exterminador Implacável“, chegou aos cinemas em 1984 e tinha tudo pra dar errado: Um diretor que ninguém conhecia (James Cameron), um orçamento ridículo, atores coadjuvantes sem muito talento e com um cabelo style, (mas que naquela época bombava!) e um ator principal que não sabia nem falar inglês, muito menos atuar.
Mas… não é que deu certo? O diretor fez um belo trabalho e a atuação (ou a falta dela) de Schwarzenegger encaixou perfeitamente em um robô. E não só o filme se deu bem no meio de todo esse caos como a franquia se tornou uma das mais lucrativas daquela época até hoje. E de quebra, ainda Ajudou a eleger o simpaticíssimo Arnold Schwarzenegger (que sempre adorou política) para governador.
A trilogia acabou trazendo para os espectadores, efeitos especiais inovadores e um argumento bem original na época, mas que hoje talvez não seja pelo fato de tanta gente ter tentado fazer dinheiro com este tipo de roteiro, como se fosse uma mina de carvão. Mas tudo bem, afinal, nem tudo são flores, nem mesmo na trilogia original com o esmagador Schwarzenegger (esse nome é massa!).
No primeiro filme de 1984 veio aquele brucutú com cara de mau e com bunda pra fora metendo o pé na porta e tapa na cara de todo mundo, afinal tinha que compensar a falta de orçamento com alguma coisa né? Um filme desse, na década de 80, não tinha como dar errado. Mas a pose toda não era à toa, esse cara aí nada mais era que um ciborgue (tecido vivo por cima de um esqueleto de andróide) com inteligência artificial designado Cyberdyne Systems Model 101 – 800 Series Terminator. Ele veio do ano de 2029 e tinha a missão de caçar e eliminar Sarah Connor (Linda Hamilton), que em breve engravidaria do principal líder guerilheiro humano na revolta contra as máquinas, depois que elas resolvessem se rebelar contra os humanos no futuro. Nisso, os humanos enviam Kyle Reese (Michael Biehl) para proteger a mãe do futuro líder da resistência, com quem ele acaba se envolvendo, e vejam só, não é que ele acaba sendo o pai de John Connor? Que massa!
Em 1991, no segundo filme da franquia (agora já com muito mais grana), as máquinas mostraram que não haviam aprendido a lição e tentaram mais uma vez (afinal, a ideia tinha dado certo no primeiro filme) enviar um novo ciborgue para tentar completar a mesma missão novamente. Mas dessa vez as máquinas mandaram um modelo muito mais foda, o T-1000 (Robert Patrick), feito de metal líquido e praticamente indestrutível.
Agora com John Connor (Edward Furlong), já nascido e como um menino rebelde que havia sido adotado após a mãe ter sido internada em um manicômio depois de ter a brilhante ideia de sair contando aquela história maluca de robô pra todo mundo. Os humanos também não deixaram barato e mandaram um ciborgue para protegê-los. Quem, quem, quem? Meu primo! Schwarzenegger, o T-800. Sim, agora ele veio como um cara legal e havia chegado pra salvar o dia. E o fez! Salvou John Connor, libertaram a mãe dele do manicómio e acabaram com o T-1000. Esse filme foi bem melhor que o primeiro e fez a franquia estourar de vez ganhando dinheiro de todos os lados.
Agora, em 2003 foi onde pisaram feio na bola. Já com James Cameron fora da franquia, quem comandou esse filme foi o Jonathan Mostow. E de cara foi um filme feito sem a menor noção de nada, quase acabaram com a franquia. Não tinha ninguém da produção original nesse filme, nenhum outro ator dos filmes anteriores fora Schwarzenegger (nome massa!), que afinal queria se eleger. A motivação dessa sequência era muito simples: ganhar dinheiro. Foi um trabalho de porco mesmo. Mas foi legal ver Schwarzenegger, Schwarzenegger, Schwarzenegger de novo. Mesmo acabadão.
Nesse terceiro filme, a batalha entre humanos e as máquinas com inteligência artificial eclode, fazendo com que uma nova ciborgue T-X (Kristanna Loken) seja enviada com o objetivo de eliminar John Connor. O T-800 é enviado para protege-lo de novo e blá, blá, blá e blá… Afinal essa história já tinha dado certo em dois filmes, porque não daria de novo? Acaba John Connor (Nick Stahl) com Kate Brewster (Claire Danes), que conseguem se refugiar numa instalação militar após o lançamento dos mísseis que haviam sido ativados pelas máquinas após sua rebelião.
De qualquer forma, o quarto filme da franquia veio pra fingir que o terceiro nunca existiu, ganhar dinheiro e deixar todos nós satisfeitos de novo. Estarei lá como um dos primeiros da fila da primeira sessão pra ver se esse negócio vai ser bom mesmo. Fiquem com o trailer.
Fernando Aureliano
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Asfixia.
Mutável, ambivalente e perturbado. Diretor de animação e ousado. Adora cachorros e cerveja; usa Apple e não vive uma semana sem ir ao bar jogar conversa fora; não sabe mais escrever a mão e ama a música; é ateu e não tem papas na língua. É a típica pessoa que, ou você ama, ou você odeia. Não gosta de quem concorda com ele, e admira as pessoas que discordam de suas ideias. É viciado em informação e está sempre disposto a se reinventar.




Tati Viana
jun 4th, 2009
Nossa! Esse post ficou massa
. Parabéns, meu amor! Escreva mais!
Vige… Lembrei de uma vez que me fizeram soletrar Schwarzenegger num programa de rádio. Como era há muito tempo, não tinha Google pra me salvar XD.
Beijos,
Tati
Tadeu Ferreira
jun 5th, 2009
Muito legal o resumão, agora é conferir o terminator salvation!
Luiz
jun 5th, 2009
Melhor que o resumão em sí foi a forma inteligente e divertida como ele foi feito. Parabéns!
orlando augusto stock
fev 19th, 2010
A saga devia ficar a+enas entre os dois primeiros filmes.Só James cameron entende o relacionamento entre homem e máquina.