O povo contra George Lucas
Escrito em 16. fev, 2009 por Fernando Aureliano | Tema: Crônicas, Sétima Arte
Nunca gostei de Star Wars, nunca gostei mesmo. Mas admito que quando se é criança e você vê aqueles caras com aquelas roupas escrotas e tal, toda aquela pose, do auge de nosso romantismo juvenil, a gente acaba achando legal. Mas como as pessoas crescem, normalmente elas amadurecem. Hoje vemos por aí um monte de gente dizendo que George Lucas acabou com o universo dele; que Guerra nas Estrelas não é mais como antes. Para mim, é quase a mesma coisa dos episódios antigos, a diferença é que os episódios antigos são muito mais toscos.
Minha teoria é que a medida que as pessoas crescem, elas começam a perceber que o negócio é tosco mesmo, aquele monte de gente poser num filme que até hoje é editado em Power Point, enfim, o que ocorre é que, talvez por não querer perder a nostalgia e tudo o mais, as pessoas querem continuar acreditando que Star Wars é bom, para mim, o primeiro é tão ruim quanto o último, digo isso por que já os assisti, mas as pessoas insistem em dizer que é bom. E eu respeito a opnião deles, se acha que é bom? Blz! Seu médico me disse pra não contrariar.
Eu devo ser um doente, ou a nostalgia está realmente tomando conta dessa geração que não teve infância (como eu, que não posso ver um boneco do Homen-aranha que eu fico maluco). O fato é que isso tudo agora está resultando em um documentário onde as pessoas amam e odeiam um cara que faz a mesma coisa há décadas e não estão percebendo que elas cresceram (por isso não estão gostando mais da série), e George Lucas não.
Para mim, Star Wars não é bom justamente porque ela é a mesma coisa da série anterior, nunca amadureceu, e as pessoas estão culpando o George Lucas pela própria imaturidade. Porque se ele tivesse mudado, ele não estaria querendo empurrar esse filme pra todo mundo até hoje.
Fernando Aureliano
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Asfixia.
Mutável, ambivalente e perturbado. Diretor de animação e ousado. Adora cachorros e cerveja; usa Apple e não vive uma semana sem ir ao bar jogar conversa fora; não sabe mais escrever a mão e ama a música; é ateu e não tem papas na língua. É a típica pessoa que, ou você ama, ou você odeia. Não gosta de quem concorda com ele, e admira as pessoas que discordam de suas ideias. É viciado em informação e está sempre disposto a se reinventar.



