Perigo Iminente: atualizando as previsões de Manoel Dantas
Escrito em 21. jun, 2009 por Milena Azevedo | Tema: Rapidinhas
Há cem anos, o jornalista potiguar Manoel Dantas, num arroubo de criatividade, fez um exercício que muito agradaria ao escritor Júlio Verne.
Manoel Dantas proferiu uma conferência no Salão de Honra do Palácio do Governo, no dia 21 de março de 1909, sobre como seria Natal 50 anos no futuro.
Nas palavras do jornalista, ao redor do morro Perigo Iminente (Morro do Tirol) estariam luxuosos hotéis, cassinos, teatros aos quais o visitante poderia chegar por diversos meios de transporte, como “tubos pneumáticos, aeroplanos, tramways e ascensores elétricos”; o prédio que abrigava o jornal A República, na Ribeira, teria vinte andares e em seu cume um grande mostrador anunciaria “de minuto em minuto” as notícias do mundo inteiro; uma
cidade iria surgir “do outro lado do Potengi, cortado de pontes”; e a seca do sertão seria finalmente vencida pela tecnologia.
Todos sabemos que em 1959 muitas dessas “previsões” de Manoel Dantas nem sequer foram vislumbradas, mas algumas delas são muito atuais no século XXI.
Tendo em vista esse mote, a publicitária Flávia Assaf e o poeta Adriano de Sousa convidaram vários intelectuais e artistas do Rio Grande do Norte para que escrevessem as suas impressões de uma Natal no ano de 2059.
Todos esses artigos, somados a uma história em quadrinhos, feita pelo jovem Gabriel “Actraiser” Andrade, são o repertório da revista Perigo Iminente, que será lançada hoje, dia 22 de junho, na Livraria Siciliano, do Midway Mall, às 19:00 horas.
Vamos abraçar as diversas visões hodiernas de um futuro para a nossa cidade, e viver para saber as que irão vingar.
Milena Azevedo
já escreveu
47 posts no
Asfixia.
Milena Azevedo é Mestre em História pela UNISINOS (RS), empresária, poeta, contista e roteirista de HQ. Discípula de Rilke e Eisner, prefere os textos simples e eficazes, sem muito floreio-vazio-pseudointelectualóide. Aprendeu com Heródoto e com Burroughs a relatar o que vê e ouve e a inventar o que não consegue enxergar.




