“A dança do meu diabo com o seu demônio no túmulo do violinista está longe de acabar.”
Escrito em 27. out, 2008 por Fernando Aureliano | Tema: Séries
Geralmente, quando um seriado novo começa, dificilmente começa bem, por mais que se torne excelente em temporadas posteriores, demora um pouco até definir os personagens e o rumo que deve seguir para agradar o público. No entanto, Dexter conseguiu começar com todos os elementos necessários para agradar fans de seriados, nerds e até mesmo quem curte a linguagem dos quadrinhos. Dexter veio para ser um seriado cult, e não é qualquer um que vai ter estômago de ver esse doente em ação.
O seriado faz uso da vontade que todos nós temos quando vemos uma injustiça – principalmente se for conosco – ficamos logo com vontade de matar o fdp a pessoa que comete um crime absurdo. Baseado nisso, o seriado desenvolve um personagem que faz o que muita gente gostaria em algumas ocasiões. Sem contar que as cenas repugnantes que qualquer outro seriado esconderia ou faria um jogo de câmera para não mostrar, ele não tem medo de pôr na cara de quem tá assistindo. Logo quando comecei a ver a primeira temporada, o primeiro episódio já me surpreendeu, pois começou exatamente da forma que eu acho que tem que começar. Um roteiro muito firme e que sabe exatamente onde quer chegar, e não aquela coisa genérica pra ir ajeitando aos poucos pra agradar um público suficiente para o seriado se manter no ar. Não, desde o começo os produtores e o roteirista já sabiam o que queriam. E deu certo, tanto que logo na segunda temporada a FX o comprou, e tem dado tão certo que ele já está pago até a quinta temporada!! O.o
Só espero que a qualidade não caia. Desde o começo, o seriado demonstra há que veio, e eu estou apostando todas as minhas fichas nele; tem me agradado bastante, um dos meus preferidos na leva desse ano. Estou assistindo a terceira temporada e o cara só faz ficar cada vez mais doente, a ponto de na segunda e terceira eu dizer: “Não, ele não vai fazer isso, não, não… CARAALHOOOO……!! Ele fez!”.
Mas é importante também dizer que o seriado não fica só naquilo, ele cresce à medida que os episódios vão se desenvolvendo, e passa por diversas fases. Confesso que cheguei a acreditar que não iria passar da segunda temporada por pressão de sei lá quem que ia ficar fulo com a barra pesadisse do seriado. Mas está aí, firme e forte, e que venha a quarta e a quinta temporada que agora quem está com sede de sangue sou eu.
Fernando Aureliano
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Asfixia.
Mutável, ambivalente e perturbado. Diretor de animação e ousado. Adora cachorros e cerveja; usa Apple e não vive uma semana sem ir ao bar jogar conversa fora; não sabe mais escrever a mão e ama a música; é ateu e não tem papas na língua. É a típica pessoa que, ou você ama, ou você odeia. Não gosta de quem concorda com ele, e admira as pessoas que discordam de suas ideias. É viciado em informação e está sempre disposto a se reinventar.





