Spider-man: Web of Shadows
Escrito em 05. jan, 2009 por Fernando Aureliano | Tema: Games, Quadrinhos
Quem é fã do cabeça de teia, daquele que esperava a banca abrir para comprar a próxima edição do aracnídeo, primeiramente, sempre desejou ver o personagem na telona, mas nós também queríamos outra coisa, queríamos ser o Homem-aranha! Mas na nossa época, com o Sega-saturno, Super-nintendo e afins… éramos obrigados a nos contentar com pouco, o jogos antigos não chegavam nem perto daquilo que realmente queríamos, e nos contentávamos, imaginando que talvez estivéssemos pedindo demais. Mas a verdade é que não fazíamos ideia do que estava esperando por nós.
Os outros
Primeiro veio Sam Raimi, nos trazendo o Homem-aranha ao cinema pela primeira vez em 2002. Isso deixou os fãs extasiados. Daí vieram aqueles jogos para Playtation que era só seguir em frente. O jogo do Homem-aranha dois também não era nada demais. O game do terceiro filme era uma grande expectativa para todos os fãs, e por um lado foi muito interessante, pois pela primeira vez tínhamos um mundo aberto que podíamos ir para qualquer lugar, mas em compensação, o jogo era extremamente enfadonho. Daí então, começou a surgir na rede: Web of Shadows! Nem sequer quis criar muita expectativa para a decepção ser menor, então ele chegou…
A descoberta
Confesso que eu não esperava tanto. A principio, comecei achando o jogo muito parecido com o anterior, acreditando ser mais limitando, porque agora os golpes não eram mais com o movimento do wii remote, depois pensei que isso era melhor mesmo, pois eu acabava com o meu braço para bater nos inimigos no jogo do Homem-aranha 3, e se passava uma hora e meia jogando, já não aguentava mais. Daí começaram a vir uns personagens ensinando uns golpes, uns treinamentos e comecei a pensar que seria enfadonho como o game anterior, mas a verdade é que depois desses treinamentos o negócio esquenta, e devo dizer que DE JEITO NENHUM da pra jogar esse game sem essa preparação, ela é essencial, e durante essa parte, você começa a perceber que o negócio é diferente, a jogabilidade começa a ficar muito interessante. Mais a frente no jogo, você começa a ter ação de tal forma, de tanta qualidade, que se você não estivesse jogando, diria que aquilo não era do jogo em sí, e sim uma cena de um dos vídeos da historia.
A jogabilidade
Os movimentos são fantásticos, você salta, pula, prega nas paredes, luta em todo lugar, até no ar!!! Tem hora que você não sabe mais nem onde que está o chão! São possibilidades que eu nunca vi antes em nenhum outro jogo, nem sequer imaginei que um dia poderia fazer em algum game. Os movimentos são realmente surpreendentes e inovadores, pela primeira vez na minha vida, eu não tinha mais dúvidas, eu era o Homem-aranha!
Quando temos que enfrentar o Abutre por exemplo, ele fica estrategicamente acima dos prédios (porque diferentemente das histórias de Mcfarlane, nesse jogo, não da pra jogar teia nas nuvens e sair pulando), cercado de capangas, então temos que sair pulando, pisando em cada capanga, jogando teia neles, puxando, empurrando, até alcançar o Abutre. Nessa hora, acontece uma das batalhas mais impressionantes do game. Acima de todos os prédios, em cima do Abutre, enchendo o filho da mãe de porrada. Quando eu me vi jogando essa parte, percebi que realmente esse jogo era diferente.
A história
Nenhum outro game do cabeça de teia jamais teve uma história interessante, e convenhamos, raramente qualquer jogo têm, as empresas que produzem geralmente não dão muita atenção a essa parte da produção, querem saber mesmo é se o consumidor vai gostar de jogar. E a verdade é que eu sempre aceitei isso sem problemas. Mas não é que não tem boas histórias, e sim que é raro uma boa em um game. No entanto, Web of Shadows botou para phoder. A trama não tem nada a ver com os filmes, o jogo é bem puxado para o lado dos quadrinhos mesmo, e realmente, o Homem-aranha que você vê no jogo, é o Homem-aranha dos quadrinhos, nada daquelas historias bobinhas, nada disso, eles se preocuparam com essa parte da produção. E uma das coisas legais, é que o jogador também constrói a historia, no desenrolar dos acontecimentos, temos que tomar decisões que vão influenciar diretamente na trama. Você pode tomar decisões que vão lhe ajudar a fazer alianças com os vilões, e se prejudicar com os bonzinhos ou vice e versa. Essas decisões influenciam na forma como a população de Manhattan vai lhe tratar. A interatividade é muito bem construída.
Tudo começa com o Homem-aranha ajudando o Luke Cage a acabar com uma briga de gangues. Depois, coisas estranhas começam a acontecer, ele começa a ser atacado por algumas pessoas que parecem meio possuídas. A verdade é que a ilha de Manhattan começa a ser invadida por simbiontes que começam a contaminar as pessoas, assim como os vilões e os herois. Em determinada altura da historia, não tem quase ninguém que não esteja contaminado. Você começa a ver cada vez menos pessoas na cidade, pessoas com simbionte sequestrando pessoas normais para transformarem-nas. Tudo começa a virar um caos. A partir daí, a S.H.I.E.L.D aparece, coloca Manhattan em quarentena e o cabeça de teia começa a fazer alianças com todos para deter essa invasão. Tem até uma parte que você tem que libertar o Rhino da prisão de segurança máxima. A evolução da história é visível e muito bem trabalhada.
Outros personagens que estão nessa serié de eventos é a Mary Jane, que diferentemente do que estamos acostumados a ver, ela aparece aqui como uma mulher bem mais forte e amadurecida; Wolverine, com quem chegamos a lutar lado a lado contra os simbiontes, o único personagem também com quem resolvi tomar a decião do Spider-man negro e acabei partindo o coitado ao meio, bem barra pesada; Black Cat; Electro; Kingpin; Moon Knight; Terrible Tinkerer; Venom e o Rei Do crime.
Eu joguei no Wii, mas esse jogo também foi lançado para Microsoft Windows, Nintendo DS, PlayStation 2, PlayStation 3, PlayStation Portable, Xbox 360, Wii. Para cada plataforma, o game muda um pouco. Uns personagens que tem nos Consoles da Sony, não tem nos da Nintendo, e por aí vai…
Enfim, o jogo é de tirar o folego, de extrema qualidade em todos os aspectos Apesar de alguns bugs. O único perigo é você não perceber que já terminou e acabar pulando pela janela crente que vai soltar uma teia e sair se balançando por entre os prédios. No mais, é diversão garantida!!
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Fernando Aureliano
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Asfixia.
Mutável, ambivalente e perturbado. Diretor de animação e ousado. Adora cachorros e cerveja; usa Apple e não vive uma semana sem ir ao bar jogar conversa fora; não sabe mais escrever a mão e ama a música; é ateu e não tem papas na língua. É a típica pessoa que, ou você ama, ou você odeia. Não gosta de quem concorda com ele, e admira as pessoas que discordam de suas ideias. É viciado em informação e está sempre disposto a se reinventar.




Pedro da Silva Xavier
jan 6th, 2009
To saindo AGORA pra comprar o meu! hehehe…
Ana Beatriz
jan 6th, 2009
Sem falar que a trilha sonora ficou muito bonita tambem. E o jogo do terceiro filme realmente ficou uma chatice.