T4: Vamos fingir que deu certo
Escrito em 05. jun, 2009 por Fernando Aureliano | Tema: Sétima Arte
Terminator inicia a nova série de sua franquia cheio de altos e baixos, cometendo vários erros e mostrando que não esta “além do bom e do mal”. Neste filme, o diretor McG ousa assumir a difícil missão de agradar a todos ao tentar deseperadamente transformar um roteiro mediano em algo bom.
Apesar do diretor ter uma filmografia que não anima ninguém (As Panteras por exemplo), foi interessante ver que ele conseguiu construir cenas realmente muito boas no filme. Logo no começo ele desenvolve tomadas que eu nunca tinha visto antes no cinema. O problema é que com o tempo, parece que ele cansa e acaba desistindo de desenvolver estas cenas no decorrer do filme. Christian Bale fez o trabalho dele como ator, e como sempre não fez feio, mas é a primeira vez em anos que eu vejo ele pegar um projeto de qualidade duvidosa. Agora eu entendo o porque de ele estar tão hesitante nas entrevistas sobre este filme e sua sequência.
É bom deixar claro também que esse é um filme de ação, não espere nada além disso. O filme não envolve. Eu fiquei lá sentado, assistindo e tal, vez ou outra eu dizia: “olha que legal”, mas não me prendeu na cadeira nem me deixou com o coração na mão. Até a cena das motos o filme andou muito bem e eu fiquei imaginado que a qualquer momento iria começar a me sentir envolvido. O fato é que depois dessa cena, tudo começa a desandar de uma maneira inacreditável. Parece que o pessoal só queria mesmo era seguir o roteiro e acabar logo com aquilo.
A história deixou muitas pontas soltas pelo caminho na tentativa de chegar logo ao final sem se dar ao trabalho de tentar nos fazer pensar. Vários clichês ridículos aparecem na história, até a velha e boa explicação do plano do vilão ao mocinho no final, para que este tenha a oportunidade de salvar o dia; a velha tecnica de transformar o comando da missão em bons filhos da puta para mostrar o quão Connor é foda por estar certo e eles errados; sem contar a manjada cena que mostra os superiores dele levando a “lição que merecem” por serem uns sacanas. A direção de arte com certeza vai conseguir vender muitos bonecos e a fotografia não está nada demais. Este filme não tinha um diferencial como no primeiro e no segundo da franquia.
Foi uma surpresa ver Anton Yelchin, que pouco antes havia dado as caras em Star Trek no papel de Pavel Chekov (o russo com problemas de sotaque), fazendo Kyle Reese, o pai de John Connor. E claro, foi extremamente gratificante ver o seu, o meu, o nosso: Schwarzenegger Schwarzenegger Schwarzenegger, na cena que por acaso, ficou muito bem feita e não decepcionou. Talvez algumas pessoas estranhem, não porque ficou ruim, mas porque eles colocaram o Schwarzenegger jovem, do primeiro filme, e não o acabadão do terceiro, com o qual estamos acostumados hoje em dia.
Na minha opinião T4 não merece mais do que três estrelinhas, e se tiver que ganhar uma continuação, espero que decidam fazer um roteiro e uma direção muito mais maduras do que a de T4. No entanto, se você desligar o cérebro vira um filme excelente, mas com certeza ele nunca vai ser melhor que o 1 e o 2, e duvido muito que os próximos (se tiver), também serão. Mas quem quiser uma sequência, é só rezar para que ninguém perceba que esse filme não ficou tão bom quanto deveria.
Fernando Aureliano
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Asfixia.
Mutável, ambivalente e perturbado. Diretor de animação e ousado. Adora cachorros e cerveja; usa Apple e não vive uma semana sem ir ao bar jogar conversa fora; não sabe mais escrever a mão e ama a música; é ateu e não tem papas na língua. É a típica pessoa que, ou você ama, ou você odeia. Não gosta de quem concorda com ele, e admira as pessoas que discordam de suas ideias. É viciado em informação e está sempre disposto a se reinventar.




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[...] o filme me agradou muito mais do que os fatídicos “X-Men Origens: Wolverine” e “Terminator 4“, esses sim considero uma catástrofe [...]