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	<title>Asfixia &#187; comportamento</title>
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		<title>Asfixia &#187; comportamento</title>
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		<title>Quando na verdade, você não tem opinião</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 23:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Aureliano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA["A opinião é livre, não pode nem deve ser violentada."
(Baltasar Gracián y Morales)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/11/oopiniao.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-5775" title="oopiniao" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/11/oopiniao.png" alt="oopiniao" /></a>As ideias das pessoas são normalmente guiadas por formadores de opinião e/ou manipulação da informação. Algumas pessoas que se acham melhores que outras, encontraram uma forma de “fugir” disso. A técnica é simples: faça o contrário do que a maioria faz. Esse comportamento, na verdade, acaba gerando um problema muito maior.</p>
<p>Outro dia eu estava lendo uma crônica de um jornalista sobre o filme de “Watchmen”, e ele disse o seguinte: “(&#8230;) eu<em> queria muito assistir Wacthmen, mas todos estavam falando desse filme, então não queria vê-lo, pois não gosto de assistir a algo que todos estão comentando, costumo esperar até que as pessoas parem de falar para assistir depois, nas últimas sessões, ou em dvd</em> (&#8230;).</p>
<p>Vamos analisar isso com cuidado. Ele está deixando de fazer algo que está com muita vontade, porque tem uma certa quantidade de pessoas que estão fazendo o mesmo. Logo, ele julga que será menos inteligente se fizer aquilo naquele momento. Mas o interessante aqui, é que ele não vai deixar de fazê-lo, apenas irá adiar para quando não houver uma certa quantidade de pessoas o fazendo, pois dessa forma, ele será “underground” por não estar fazendo aquilo com outras pessoas. Outro exemplo são as pessoas que automaticamente tomam a opinião contrária a maioria, simplesmente para estar do lado da minoria e não fazer parte da “massa”.</p>
<p>Estes foram apenas dois de vários exemplos que eu poderia citar aqui. Mas vamos nos limitar a estes.</p>
<p>O que estou querendo dizer com tudo isso, é que nenhuma dessas duas atitudes valoriza a opinião de alguém sob nenhum aspecto. As pessoas se tornam contra a massa, por medo de ter sua opinião ameaçada pela maioria, mas o que ela não percebe, é que estando contra ou a favor da massa de forma automática, ela, a massa, será a formadora de sua opinião de uma forma ou de outra, pois se você acompanha a massa simplesmente, então não terá uma opinião pessoal. Também se for automaticamente contra, será a massa causadora e formadora dessa opinião.</p>
<p>O que ocorre é que a ideia da “massa” ofende algumas pessoas, mas isso não impede que  ela o manipule. Isso é um reflexo do pedantismo. Tomar uma opinião sem o conhecimento do objeto ou ideia em questão, não agrega valor a ninguém, muito menos lhe dá algum conceito real de algo.</p>
<p>Vou tomar aqui um exemplo que muitos podem achar ridículo, muitos pseudo-intelectuais vão saber responder essa na hora, sem pensar: “<em>Harry Potter</em> é um bom livro?”. Você pode já ter a sua opinião para isso, mas a minha é que: “eu não sei”. Como eu poderia? Nunca lí <em>Harry Potter</em>, não tenho a liberdade intectual para dizer se é bom ou ruim. Pode ser uma bosta, pode ser legal, eu seria incapaz de dizer. Mas aí você diz: “Como você pode duvidar, isso é algo feito pra ganhar dinheiro, um produto comercial!”. Aqui vai uma bela notícia para você, meu amigo: “Tudo é feito para ganhar dinheiro, por melhor que seja.”</p>
<p>Nem por isso, eu vou agora comprar o livro para saber se é algo bom ou ruim. Simplesmente porquê, eu não tenho interesse nele, é algo que não me conquistou como leitor. Mas daí julgar baseado na opinião da “massa” é uma falta de personalidade e opinião própria. Aí sim, você estará ganhando seu atestado de pseudo-intelectual.</p>
<p>Outra questão que acho relevante é: “O que ê bom ou ruim?”. De cara digo que não é aquilo que você gosta. Isso é o que VOCÊ gosta. A resposta real para a pergunta é, na verdade, baseada em fatores muito mais complexos, apesar de eu ter uma ideia simples sobre isto. Em minha opinião, algo é bom quando cumpre o que se propõe a fazer, e no caso da arte, que também tenha relevância artística, independente de eu gostar ou não. Apesar de para muitos a verdade ser baseada puramente no conceito do gosto pessoal, em minha opinião, é algo muito mais complexo, e que talvez nem sequer exista. Creio que esta é a melhor maneira, para mim, de aceitar o bom ou o mal, como parte do mundo humano.</p>
<p>Digerir as informações é, sem dúvida, muito melhor que pré-concebê-las, pois agrega valor ao conhecimento pessoal sobre as coisas, além de exercitar o músculo do cérebro. Basear-se em nada para defender uma ideia que você nem sabe se é real, só faz as pessoas encolherem, de todas as formas. Pensar é sempre bom.</p>
<p>Aqui eu não estou defendendo nada, ninguém, nem muito menos livro algum. Espero que todos entendam que estou apenas fazendo algo que julgo que todos deveriam fazer: Ter uma opinião real sobre as coisas.</p>
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		<title>Um macaco que não quer banana</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 00:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Milena Azevedo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Gene Luen Yang]]></category>
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		<category><![CDATA[Quadrinhos na Cia]]></category>
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		<description><![CDATA[Gene Luen Yang é quadrinista, mas ganha a vida como professor de ciência da computação numa escola católica da Califórnia. Ele não imaginava que sua modesta graphic novel, que foi originalmente concebida para ser uma webcomic (HQ publicada na internet), em 2006, fosse fazer tanto sucesso de público e crítica, chegando a ganhar o prêmio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Gene Luen Yang é quadrinista, mas ganha a vida como professor de ciência da computação numa escola católica da Califórnia.</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-3322"></span><br />
<a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/07/Gene-Luen-Yang.JPG"><img class="alignright size-full wp-image-3325" title="Gene Luen Yang" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/07/Gene-Luen-Yang.JPG" alt="Gene Luen Yang" width="192" height="132" /></a> Ele não imaginava que sua modesta graphic novel, que foi originalmente concebida para ser uma webcomic (HQ publicada na internet), em 2006, fosse fazer tanto sucesso de público e crítica, chegando a ganhar o prêmio Michael L. Printz de Literatura Juvenil, e concorrer ao National Book Award.</p>
<p style="text-align: left;">A graphic novel que fez Yang entrar para o seleto grupo de quadrinistas que já ganharam prêmios literários, como Art Spielgman e Neil Gaiman, é O Chinês Americano, editada pela Quadrinhos na Cia (240 páginas, colorida, R$ 47,50).</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/07/chinesamericano.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3326" title="chinesamericano" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/07/chinesamericano.jpg" alt="chinesamericano" width="147" height="210" /></a>Yang nos apresenta três narrativas, as quais tem como ponto comum o fato de todos os protagonistas sentirem-se estranhos no ninho, procurando alguma forma de alterar a sua aparência e comportamento para se enquadrarem nos grupos aos quais desejam pertencer.</p>
<p style="text-align: left;">A primeira história evoca a lenda chinesa do Rei Macaco, que apesar de ter aprendido as arte do Kung Fu e conquistado todos os macacos do mundo, não era aceito como um igual nos céus. Isso faz com que ele medite e treine com afinco até conseguir deixar de ser um símio para tornar-se um humano com feições simiescas.</p>
<p style="text-align: left;">A história seguinte é protagonizada por Jin Wang, um imigrante chinês que é rejeitado por todos na sua nova escola americana. Ainda criança, o seu maior sonho é ser um Transformer. Durante todo o ensino fundamental e médio, Jin tenta se enturmar e faz apenas dois amigos, um deles é outro chinês, Wei-Chen. Porém, quando se apaixona por Amélia Harris, sua necessidade de deixar de ser um peixe fora d´água chega ao extremo, e a primeira providência que ele toma é mudar o visual, fazendo com que o seu cabelo fique igual ao de um dos rapazes da sua classe.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/07/AmericanBornChinese2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3332" title="AmericanBornChinese2" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/07/AmericanBornChinese2.jpg" alt="AmericanBornChinese2" width="192" height="192" /></a>Na última história, vemos Danny, um rapaz branco, cujos pais são imigrantes chineses, e que todo ano recebe a visita de Chin-Kee. O grande problema de Danny reside no fato de que o primo Chin-Kee incorpora todos os estereótipos chineses, envergonhando-o na frente dos amigos, o que termina fazendo com que ele precise mudar de escola diversas vezes e não estabeleça laços de amizade mais fortes.</p>
<p style="text-align: left;">Em um determinado ponto, todas essas histórias se mostram, na verdade, como sendo <a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/07/geneYang350.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3329" title="geneYang350" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/07/geneYang350.jpg" alt="geneYang350" width="164" height="185" /></a>uma só.</p>
<p style="text-align: left;">Yang amarra muito bem o roteiro, não deixando pontas soltas, e o momento da “fusão” é totalmente verossímil.</p>
<p style="text-align: left;">A grande lição de moral de O Chinês Americano é provar que a gente pode se adaptar a esse mundo de seres estranhos, mantendo a nossa essência intacta.</p>
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		<title>O cinema não é a casa da Mãe Joana</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 20:01:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Milena Azevedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu sou cinéfila, mas ir com regularidade ao cinema está um tanto quanto complicado. O empecilho nem é tanto o valor do ingresso, mas sim a falta de noção e educação das pessoas. Costumo sair de casa já com o filme e o horário da sessão em mente, evitando ler comentários de terceiros sobre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou cinéfila, mas ir com regularidade ao cinema está um tanto quanto complicado. O empecilho nem é tanto o valor do ingresso, mas sim a falta de noção e educação das pessoas.<span id="more-3235"></span></p>
<p style="text-align: left;">Costumo sair de casa já com o filme e o horário da sessão em mente, evitando ler comentários de terceiros sobre a película escolhida – tomo essa medida para evitar algum spoiler indesejado ou um julgamento antecipado que venha a prejudicar minha apreciação.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3236" title="fila de cinema" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/fila-de-cinema.jpg" alt="fila de cinema" width="211" height="158" /></p>
<p style="text-align: left;">Já na fila, vem o primeiro desconforto. Fico observando as pessoas que escolhem os filmes pelos cartazes ou fazendo “uni-duni-tê”. Geralmente são essas pessoas que saem da sala após meia hora de exibição. Vi muita gente saindo no meio da sessão de alguns filmes, como: O segredo de Brokeback Mountain, 300 e Watchmen.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-3237" title="pipoca" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/pipoca.jpg" alt="pipoca" width="195" height="167" /></p>
<p style="text-align: left;">O segundo desconforto vem quando ao meu lado se senta alguém que vem fazer piquenique no cinema. Acho incrível como o ser humano pode se fartar de tanta comida durante uma ou duas horas. Uma pipoca e um refri até que vai, mas tem gente que leva praticamente um banquete para a sala escura. A gente fica ouvindo o barulho irritante do mastigar, da deglutição e da eliminação dos gases. Esses, com certeza, são aqueles que saem dizendo que não entenderam patavina do que viram.</p>
<p style="text-align: left;">O terceiro já é mal estar. Dá-se quando um adulto quer assistir a um determinado filme e está acompanhado de uma criança. Ele escolhe, claro, a versão legendada (e nem se importa se a criança vai entender ou gostar). Passa o filme explicando ao “baixinho” o que está acontecendo ou, pior ainda, fica narrando em voz alta todas as falas. O mané não se toca que está perturbando. Quando alguém reclama e pede silêncio, ele responde logo com um xingamento. E se a criança chora, tem uns que nem pra se levantar e comprar uma água ou qualquer agrado, e assim todos aturamos uma trilha sonora indesejada.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3238" title="StarWars_sem_nocao" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/StarWars_sem_nocao.jpg" alt="StarWars_sem_nocao" width="235" height="204" /></p>
<p style="text-align: left;">Se a gente for mencionar a falta de educação, então, aí é que tem pano pra manga. O pessoal põe os pés nas poltronas, cola chiclete, joga pipoca nos outros, comenta cenas em voz alta, entre outras coisas mais picantes.</p>
<p style="text-align: left;">Embora eu evite os horários de maior movimento, geralmente um desses desconfortos termina por quebrar um pouco o encanto do meu ritual de ir ao cinema.<br />
Eu só quero exercer o meu direito de poder assistir ao filme, pelo qual eu paguei a entrada inteira, sem nenhum subterfúgio para conseguir uma carteira de estudante falsa, em paz.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Há pessoas que tem o cinema como um passatempo qualquer. Pra mim, a projeção de 24 fotogramas por segundo é muito mais do que isso. É arte. E eu a trato com toda a dignidade que ela merece, seja um blockbuster ou um cult movie.</p>
<p style="text-align: left;">O ser humano leva pra rua o que é de casa, por isso hoje, mais do que nunca, costumes mesquinhos e individualistas imperam que é uma beleza. Conviver harmonicamente em sociedade está cada dia mais difícil.</p>
<p style="text-align: left;">Para evitar estresse, prefiro baixar e/ou alugar filmes e assisti-los no conforto do meu lar. Agora, só vou ao cinema quando o filme realmente pede tela grande.</p>
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		<title>Transtorno Obsessivo Compulsivo</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 01:03:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Aureliano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ainda hoje a ciência moderna não conseguiu explicar a natureza deste distúrbio, mas já se sabe muitas coisas importantes sobre essa doença que transforma as pessoas em reféns de sua própria consciência. A medida que a ciência avança em suas pesquisas, fica cada vez mais evidente os fatores biológicos que cooperam para o desenvolvimento desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda hoje a ciência moderna não conseguiu explicar a natureza deste distúrbio, mas já se sabe muitas coisas importantes sobre essa doença que transforma as pessoas em reféns de sua própria consciência.<span id="more-2344"></span></p>
<p><a rel="attachment wp-att-2346" href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/05/cerebrojpg.jpeg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2346" title="cerebrojpg" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/05/cerebrojpg-150x150.jpg" alt="cerebrojpg" width="150" height="150" /></a>A medida que a ciência avança em suas pesquisas, fica cada vez mais evidente os fatores biológicos que cooperam para o desenvolvimento desta doença. É muito comum o &#8220;Transtorno Obsessivo Compulsivo&#8221; (TOC) ocorrer após traumatismos, lesões ou infecções cerebrais. Sabe-se ainda que algumas zonas cerebrais se tornam hiperativas, ou seja, funcionam mais nos portadores dessa doença do que em pessoas normais, como por exemplo o lobo frontal do cérebro, na região periorbital, e também regiões mais profundas como os gânglios ou núcleos da base. É comum que grandes gênios, artistas e pessoas muito precoces tenham este tipo de distúrbio, justamente devido a esta hiperatividade cerebral causada pela doença. A hiperatividade tende a se normalizar com o tratamento farmacológico bem como com a terapia cognitivo-comportamental.</p>
<p>No entanto, ainda existem várias questões não esclarecidas, como por exemplo, o fato de a medicação não funcionar com alguns pacientes. Estes medicamentos trabalham inibindo a recaptação da serotonina que é utilizada e produzida em demasia pelo cérebro dos pacientes. O TOC também pode aparecer como sintoma em doenças como encefalite, associada a tiques, conhecido como &#8220;transtorno de Gilles de la Tourette&#8221;, à febre reumática ou mesmo à doenças nervosas ou psiquiátricas. No caso deste autor que vos fala por exemplo, o TOC chegou na época em que fui atingido pela febre reumática, e nunca mais foi embora. Quando esta doença me atacou eu tinha cerca de 5 anos de idade.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2347" href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/05/melhor_impossivel02jpg.jpeg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2347" title="melhor_impossivel02jpg" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/05/melhor_impossivel02jpg-150x150.jpg" alt="melhor_impossivel02jpg" width="150" height="150" /></a>Fatores de natureza psicológica também influenciam no surgimento, manutenção e agravamento da doença.  É possível que o distúrbio surja após algum estress psicológico. Estes conflitos podem agravar os sintomas e podem também alterar a forma de pensar dos pacientes. O TOC pode mudar a forma de perceber e avaliar a realidade, pode fazer com que supervalorizemos nossos próprios pensamentos e ações, nos fazendo acreditar que eles possam influenciar diretamente em eventos de escalas grandiosas. Podemos acreditar até mesmo que podemos salvar um planeta inteiro com um simples acender e apagar das luzes.</p>
<p>Algumas características da doença é nos fazer desenvolver rituais para que possamos manter o equilíbrio e a vida no planeta, ou simplesmente, que acreditamos colaborar para que nos faça manter nossa própria integridade. É comum rituais de repetição, preocupações absurdas com limpeza, perfeccionismo. Um portador desta doença acredita verdadeiramente que salva vidas todos os dias.</p>
<p>Os &#8220;pensamentos mágicos&#8221; podem acompanhar um paciente por dias inteiros, ou até mais. Cada paciente pode apresentar um ou mais destes sintomas, que até o momento são considerados incuráveis. Podem ser diminuídos e se tornarem até mesmo raros através de tratamentos e cirurgias, mas sempre estarão lá.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2348" href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/05/imagem1.png"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2348" title="imagem1" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/05/imagem1-150x150.png" alt="imagem1" width="150" height="150" /></a>É importante entender que esse tipo de reação não é algo que surge na cabeça das pessoas com esse problema como algo que possa simplesmente ser ignorado. As ideias que guiam e geram comportamentos nas pessoas com o TOC são extremamente poderosas. E por mais que depois de muito tratamento psicológico os pacientes saibam que aquilo não é real, por mais que tenham completa consciência disso, é como se não tivessem opções. Como se houvesse um ser supremo e superpoderoso em sua cabeça que lhe controlasse e lhe obrigasse a seguir com os rituais. Alguns destes rituais chegam a ser feitos, muitas vezes, sem que nós mesmos percebamos. É algo absolutamente incontrolável, como se estivéssemos drogados mesmo. Como se não tivéssemos mais nenhum controle que seja de nosso corpo. Comportamentos &#8220;evitativos&#8221; também são comuns como forma de não desencadearem essas obsessões.</p>
<p>Tenho absoluta certeza de que não vou conseguir explanar todos os problemas relacionados ao TOC, mas acredito ter deixado muitas coisas bem claras. Qualquer dúvida, pode comentar que responderei com prazer. Também pode me enviar emails. Claro que não sou um médico, mas estudo, convivo e batalho com esta doença pelo menos a 18 anos e acredito que isto me qualifica a conversar sobre ela, mais do que muitos médicos inclusive.</p>
<p>Existem várias produções interessantes do cinema e da tv que falam sobre o assunto (apesar de um pouco exageradamente, ou não!), como por exemplo os filmes: &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=oKuRiJDRyLI" target="_blank">Melhor é impossível</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=fgbt45zcdFM" target="_blank">O Aviador</a>&#8221; e o seriado &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=p9Syqgjvz-4" target="_blank">Monk</a>&#8220;. Estes mostram pessoas que convivem com esse problema.</p>
<p>Se tiver mais interesse, visite o <a href="http://www.obsessivocompulsivo.com/" target="_blank">blog que mantenho</a> exclusivamente para abordar a convivência e problemas com o TOC.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/p9Syqgjvz-4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/p9Syqgjvz-4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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