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	<title>Asfixia &#187; kyle reese</title>
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		<title>O paradoxo John Connor</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 16:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Alexandre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao analisar a franquia “O Exterminador do Futuro” (Terminator), nos deparamos com certas incoerências no roteiro, em termos cronológicos, a Skaynet e o prórpio John Connor não existiriam sem viagens de seres de um tempo num futuro em que ambos “já” existem. O decorrer dos filmes nos mostra que a criação de autoconsciência na Skynet, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ao analisar a franquia “O Exterminador do Futuro” (Terminator), nos deparamos com certas incoerências no roteiro, em termos cronológicos, a Skaynet e o prórpio John Connor não existiriam sem viagens de seres de um tempo num futuro em que ambos “já” existem. O decorrer dos filmes nos mostra que a criação de autoconsciência na Skynet, e a decisão da mesma sobre o futuro da humanidade era algo inevitável e independente dos processadores ou braços mecânicos encontrados nas fabricas Cyberdyne, mas e John Connor? Como é que alguém pode existir, antes de seu pai nascer?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Antes de nos aventurarmos no entendimento desse paradoxo, devemos levar em conta alguns conceitos de percepção temporal.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Tentando ao máximo simplificar os paradigmas temporais, temos o presente, passado e futuro como indicadores de fenômenos, auxiliando o conceito de causa e efeito. Se temos como existência aquilo que percebemos, tocamos ou sentimos de alguma forma, só existe o presente, nós só existimos sempre no presente, não podemos tocar algo no passado, mesmo sendo algo antigo, esta coisa está aqui, agora. O passado nos é apresentado incerto, dependente de provas muitas vezes, e ainda mais de nossa memória, sendo assim passivo de alteração. O que de fato não existe é o futuro. Ele é extremamente incerto, podendo uma pessoa prever certo evento isolado, porém nunca em sua totalidade, não existimos no futuro, pois sempre estamos no presente. Com isso, temos Kyle Reese e seu presente em 2029, guerreiro da resistência, se ofereceu para ir a 1984, salvar Sara Connor, a mãe do homem que lideraria a humanidade contra as máquinas. 1984 agora era o presente para Kyle Reese, como conseqüência de sua viajem, o ano de 2029 que ele conhecia não era mais o seu futuro, nem o de ninguém da raça humana; 2029 adquiria características de um passado breve. Para qualquer expectador do filme, Kyle havia vindo do futuro, porém para as percepções do mesmo, ele veio do passado, o futuro era incerto, dependendo não somente do sucesso da sua missão, mas também da capacidade de sedução sobre Sara Connor e sua conseqüência.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Segundo Sara Connor, Kyle Reese era o pai de John Connor, essa certeza provavelmente se deu por ela não ter contato intimo com nenhum homem durante os meses que sucederam os eventos da vinda do primeiro exterminador, com isso qual John Connor existia no passado/futuro alternativo, que veio Kyle Reese? A resposta é simples, nenhum.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Kyle Reese viajou para 1984 com uma missão certa, proteger a mãe de John Connor, porém esse evento geraria “O John Connor”, um homem preparado “pela mãe” desde cedo, para liderar a humanidade. Mas, e o 1984 sem a viagem de Kyle? O que ocorreria se o pai de John Connor não tivesse viajado para “o passado”? Lembrando que essa realidade faz parte do universo de origem de Kyle Reese:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>Sara Connor, não teria motivo algum para treinar um filho desde cedo para liderar a humanidade contra o que quer que seja. Considerando o que temos da mesma no primeiro filme, seria uma mulher conformista com seu emprego de garçonete e namorados irresponsáveis, embora tudo isso, se seguisse sem sofrer nenhum trauma forte, manteria a lucidez e não haveria mínima possibilidade da mesma treinar qualquer um de seus rebentos para um apocalipse cibernético.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>John Connor não seria o filho treinado para o futuro, pois ninguém voltou no tempo para avisar ninguém sobre o que ocorreria, muito menos para fins sexuais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>A Skynet ficaria autoconsciente de qualquer jeito, logo, a humanidade estava condenada, um a mais, um a menos não influenciaria nos cálculos que levarão o computador a decidir por “exterminação”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O homem é político, e a política é um tipo especial de loucura, pois o louco aponta o que não existe e é ignorado, já o político aponta o que não existe e é ovacionado. Os mitos surgem quando a humanidade mais precisa, e num momento de desespero, onde a raça humana estava sendo dizimada, onde crânios enchiam as ruas e os que quisessem sobreviver deveriam se esconder como ratos, alguém, seja gênio ou louco, porém certamente um político, criou o Mito, John Connor, e fez com que vários, inclusive Kyle Reese, acreditassem em sua existência, porém não só isso, enganaram até as máquinas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em uma das passagens do filme “Exterminador do Futuro”, o primeiro da franquia, Kyle afirma que as máquinas não tinham registro algum sobre a família de Sara Connor, ele estava com a vantagem pois possuía a foto. Graças a isso, o primeiro exterminador mandado massacrou em ordem alfabética, todas as Sara Connor que haviam naquela cidade. Pensemos então, se as máquinas não possuíam registros de ninguém da família de Sara Connor então, não havia registro de John Connor, de outra forma, não haveria motivos para voltar e matar a Mãe, se a ameaça real era o filho.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mas e a foto que Kyle trazia, e a afirmação do mesmo ter sido treinado pelo próprio John Connor, como esclarecer isso?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O nome John Connor poderia ter sido usado por qualquer guerreiro que fizesse parte do núcleo que criou o mito, e de fato esse guerreiro, que até poderia ser eu, você ou mesmo algum mexicano que teve a vida difícil na fronteira dos EUA, e quando criança para sobreviver tirava fotos de estradeiros e turistas e vendia por 5 ou 4 dólares. Talvez ele até tenha uma foto antiga de uma linda loira que não quis pagar nada, e ele guardou por recordação, muita coisa pode acontecer nesses mundos de realidade alternativa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Uma grande prova que John Connor não existia no universo futuro do primeiro filme da franquia é que o mesmo não aparece em nenhum flahs back do Kyle, nem mesmo no sonho de Sara, sendo visto somente no início do segundo filme, onde sua existência estava garantida.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não sei se essa era a real intenção de James Cameron, mas mergulhei na franquia nos últimos dias, e quando põem um sudoku na minha frente, eu num sossego enquanto não resolvo.</div>
<p>Ao analisar a franquia “O Exterminador do Futuro” (Terminator), nos deparamos com certas incoerências no roteiro, em termos cronológicos, a Skaynet e o prórpio John Connor não existiriam sem viagens de seres de um tempo num futuro em que ambos “já” existem.<span id="more-2797"></span> <a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/EdFurlong2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2803" title="EdFurlong2" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/EdFurlong2-239x300.jpg" alt="EdFurlong2" width="239" height="300" /></a>O decorrer dos filmes nos mostra que a criação de autoconsciência na Skynet, e a decisão da mesma sobre o futuro da humanidade era algo inevitável e independente dos processadores ou braços mecânicos encontrados nas fabricas Cyberdyne, mas e John Connor? Como é que alguém pode existir, antes de seu pai nascer?</p>
<p>Antes de nos aventurarmos no entendimento desse paradoxo, devemos levar em conta alguns conceitos de percepção temporal.</p>
<p>Tentando ao máximo simplificar os paradigmas temporais, temos o presente, passado e futuro como indicadores de fenômenos, auxiliando o conceito de causa e efeito. Se temos como existência aquilo que percebemos, tocamos ou sentimos de alguma forma, só existe o presente, nós só existimos sempre no presente, não podemos tocar algo no passado, mesmo sendo algo antigo, esta coisa está aqui, agora. O passado nos é apresentado incerto, dependente de provas muitas vezes, e ainda mais de nossa memória, sendo assim passivo de alteração. O que de fato não existe é o futuro. Ele é extremamente incerto, podendo uma pessoa prever certo evento isolado, porém nunca em sua totalidade, não existimos no futuro, pois sempre estamos no presente. Com isso, temos Kyle Reese e seu presente em 2029, guerreiro da resistência, se ofereceu para ir a 1984, salvar Sara Connor, a mãe do homem que lideraria a humanidade contra as máquinas. 1984 agora era o presente para Kyle Reese, como conseqüência de sua viajem, o ano de 2029 que ele conhecia não era mais o seu futuro, nem o de ninguém da raça humana; 2029 adquiria características de um passado breve. Para qualquer expectador do filme, Kyle havia vindo do futuro, porém para as percepções do mesmo, ele veio do passado, o futuro era incerto, dependendo não somente do sucesso da sua missão, mas também da capacidade de sedução sobre Sara Connor e sua consequência.</p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/terminatormovieposter018.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2807" title="terminatormovieposter018" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/terminatormovieposter018-150x150.jpg" alt="terminatormovieposter018" width="150" height="150" /></a>Segundo Sara Connor, Kyle Reese era o pai de John Connor, essa certeza provavelmente se deu por ela não ter contato intimo com nenhum homem durante os meses que sucederam os eventos da vinda do primeiro exterminador, com isso qual John Connor existia no passado/futuro alternativo, que veio Kyle Reese? A resposta é simples, nenhum.</p>
<p>Kyle Reese viajou para 1984 com uma missão certa, proteger a mãe de John Connor, porém esse evento geraria “O John Connor”, um homem preparado “pela mãe” desde cedo, para liderar a humanidade. Mas, e o 1984 sem a viagem de Kyle? O que ocorreria se o pai de John Connor não tivesse viajado para “o passado”? Lembrando que essa realidade faz parte do universo de origem de Kyle Reese:</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>Sara Connor, não teria motivo algum para treinar um filho desde cedo para liderar a humanidade contra o que quer que seja. Considerando o que temos da mesma no primeiro filme, seria uma mulher conformista com seu emprego de garçonete e namorados irresponsáveis, embora tudo isso, se seguisse sem sofrer nenhum trauma forte, manteria a lucidez e não haveria mínima possibilidade da mesma treinar qualquer um de seus rebentos para um apocalipse cibernético.</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>John Connor não seria o filho treinado para o futuro, pois ninguém voltou no tempo para avisar ninguém sobre o que ocorreria, muito menos para fins sexuais.</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>•<span style="white-space: pre;"> </span>A Skynet ficaria autoconsciente de qualquer jeito, logo, a humanidade estava condenada, um a mais, um a menos não influenciaria nos cálculos que levarão o computador a decidir por “exterminação”.</p>
<p><a href="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/pictures_kylereese_1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2801" title="_pictures_kylereese_1" src="http://www.asfixia.net/asfixia/wp-content/uploads/2009/06/pictures_kylereese_1-150x150.jpg" alt="_pictures_kylereese_1" width="150" height="150" /></a>O homem é político, e a política é um tipo especial de loucura, pois o louco aponta o que não existe e é ignorado, já o político aponta o que não existe e é ovacionado. Os mitos surgem quando a humanidade mais precisa, e num momento de desespero, onde a raça humana estava sendo dizimada, onde crânios enchiam as ruas e os que quisessem sobreviver deveriam se esconder como ratos, alguém, seja gênio ou louco, porém certamente um político, criou o Mito, John Connor, e fez com que vários, inclusive Kyle Reese, acreditassem em sua existência, porém não só isso, enganaram até as máquinas.</p>
<p>Em uma das passagens do filme “Exterminador do Futuro”, o primeiro da franquia, Kyle afirma que as máquinas não tinham registro algum sobre a família de Sara Connor, ele estava com a vantagem pois possuía a foto. Graças a isso, o primeiro exterminador mandado massacrou em ordem alfabética, todas as Sara Connor que haviam naquela cidade. Pensemos então, se as máquinas não possuíam registros de ninguém da família de Sara Connor então, não havia registro de John Connor, de outra forma, não haveria motivos para voltar e matar a Mãe, se a ameaça real era o filho.</p>
<p>Mas e a foto que Kyle trazia, e a afirmação do mesmo ter sido treinado pelo próprio John Connor, como esclarecer isso?</p>
<p>O nome John Connor poderia ter sido usado por qualquer guerreiro que fizesse parte do núcleo que criou o mito, e de fato esse guerreiro, que até poderia ser eu, você ou mesmo algum mexicano que teve a vida difícil na fronteira dos EUA, e quando criança para sobreviver tirava fotos de estradeiros e turistas e vendia por 5 ou 4 dólares. Talvez ele até tenha uma foto antiga de uma linda loira que não quis pagar nada, e ele guardou por recordação, muita coisa pode acontecer nesses mundos de realidade alternativa.</p>
<p>Uma grande prova que John Connor não existia no universo futuro do primeiro filme da franquia é que o mesmo não aparece em nenhum flahs back do Kyle, nem mesmo no sonho de Sara, sendo visto somente no início do segundo filme, onde sua existência estava garantida.</p>
<p>Não sei se essa era a real intenção de James Cameron, mas mergulhei na franquia nos últimos dias, e quando põem um sudoku na minha frente, eu num sossego enquanto não resolvo.</p>
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