This was MJ!
Escrito em 04. nov, 2009 por Milena Azevedo | Tema: Resenhas, Sétima Arte
Após tantos meses com a imprensa abordando a morte e o enterro de Michael Jackson, confesso que o único desejo em meu coração era que ele pudesse obter a paz tão almejada, paz essa que lhe faltou em vida. Assistir ao documentário This is it era algo que não me passava pela cabeça. Alguns amigos até me convidaram a comprar o ingresso antecipado ou que pelo menos fosse assisti-lo no feriado de finados, mas eu respondi que não. Ah, mas o destino nos prega peças, e das grandes. E hoje eu terminei assistindo a Michael Jackson´s this is it (2009)!
Kenny Ortega, o diretor do que viria a ser a última turnê de Michael Jackson, nos mostra uma faceta do astro que pouquíssimos chegaram a conhecer. Michael era um perfeccionista autêntico. Extremamente metódico com suas melodias e arranjos, coreografia, voz. Ensaiava tantas vezes quanto achasse ser necessário, e se errava algo ou repensava o que faria no palco, repetia o bordão: “é por isso que a gente ensaia”. E quando ele não achava que algo
estava como ele queria, não dava “chilique”, como algumas estrelas fazem, ao contrário, era educado e insistia em mostrar como a música deveria ser tocada ou sobre os momentos de silêncio que precisavam ser respeitados durante algumas músicas.
E o que ficou explícito em This is it foi o carinho que Michael nutria pelos seus fãs. Ele sempre pensava em como os fãs iram querer ouvir a música nos shows e em como ele podia melhorar sua performance para agradá-los. A seleção das músicas estava excelente. Havia muito do álbum Bad (que é o meu preferido), alguns clássicos dos 70 (Billie Jean) e dos 80 (Human Nature, Thriller e Beat it), mensagens ecológicas dos anos 90 e uma linda homenagem aos Jackson Five. Um dos momentos que mais me tocou foi quando Ortega o instrui a fazer o que eles haviam combinado quando terminasse a chamada e começasse o número de dança de
Smooth Criminal, e Michael responde: “Eu quero olhar primeiro para eles (os fãs)”. E Ortega insiste: “Mas como você vai saber que o vídeo terminou?” Aí Michael arrasa: “Eu vou sentir.”
Outra ideia bacana foram os filmes gravados como chamadas ou que iriam ser inseridos durante os números musicais do show. A “participação especial” de Michael em Gilda, ele contracenando com James Cagney e com Humphrey Bogart (usando o figurino de Moonwalker), sem falar no Thriller “versão 3D”, deram pistas de como essa turnê seria especial. De tão especial, mesmo sem ter se concretizado, tornou-se eterna, graças a Kenny Ortega, que registrou
vários momentos dos ensaios, juntando a eles depoimentos dos músicos, coreógrafos e estilistas que integravam a equipe.
Ao final do documentário a vontade que meu deu foi proferir o “gritinho” tão característico do Michael, mas preferi o silêncio. Na verdade, uma pausa. Uma pausa para que ele me escutasse agradecer ao destino.
Milena Azevedo
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Asfixia.
Milena Azevedo é Mestre em História pela UNISINOS (RS), empresária, poeta, contista e roteirista de HQ. Discípula de Rilke e Eisner, prefere os textos simples e eficazes, sem muito floreio-vazio-pseudointelectualóide. Aprendeu com Heródoto e com Burroughs a relatar o que vê e ouve e a inventar o que não consegue enxergar.




Willyan Jackson
mai 13th, 2010
Michael jackson para mim é simplesmente TUDOOOOOOOOOOOOOOOOOO e um pouco mais!!!