“World’s Greatest Dad” é chorar e sorrir
Escrito em 30. nov, 2009 por Fernando Aureliano | Tema: Sétima Arte
Gosto muito de pegar um filme que nunca ouvi falar, nem muito menos assisti a um trailer sequer, ir ao cinema ou colocar no DVD e me aventurar. 50% das vezes assisto a um péssimo filme, e nos outros 50% me surpreendo. Este último foi o caso de “World’s Greatest Dad” (O melhor Pai do Mundo), com direção e roteiro de Bobcat Goldthwait, que colocou Robin Williams como protagonista.
O título nos faz imediatamente relacionar esse filme com uma típica película de sessão da tarde, e ao assisti-lo com isso em mente, “quebramos a cara”, assim como nos surpreendemos diversas outras vezes no decorrer da trama.
Tenho um carinho todo especial por filmes que me fazem chorar e sorrir, que me fazem experimentar uma gama de sentimentos e me põem realmente em estado de telespectador, que me deixa ali, sentado, mas faz com que minha mente e meu coração se expandam no que diz respeito a experimentação do sentimento humano, que na verdade, não é uma virtude só nossa. O que faz desses sentimentos de alegria, tristeza, perda e descoberta tão maravilhosos, é quando percebemos que compartilhamos eles com cada espécie viva nessa bola azul que gira em torno do Sol.
“O melhor Pai do Mundo” não é sobre a conquista de algo que se almeja, mas sobre aquilo que jamais poderemos ser. Este filme não é seu título, e sim tudo o que fazemos pra tentar chegar lá. Não é um filme de vitória, mas sobre tentativa e erro. Eu diria que ele é completo, porque não nos faz apenas pensar, mas também nos faz chorar, para nunca nos esquecermos daquilo que nos abalou. “World’s Greatest Dad”, apesar de ser Hollywoodiano, nos faz vivenciar uma dose de realidade a qual não estamos acostumados, nos alerta sobre uma psicologia que domina nossa sociedade e que absorve e corrompe a moral e o intelectual, representando-as não como algo que é, e sim como aquilo que nos sufoca. Sem dúvida nenhuma, este é um filme pelo qual vale a pena chorar e sorrir.
Fernando Aureliano
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Asfixia.
Mutável, ambivalente e perturbado. Diretor de animação e ousado. Adora cachorros e cerveja; usa Apple e não vive uma semana sem ir ao bar jogar conversa fora; não sabe mais escrever a mão e ama a música; é ateu e não tem papas na língua. É a típica pessoa que, ou você ama, ou você odeia. Não gosta de quem concorda com ele, e admira as pessoas que discordam de suas ideias. É viciado em informação e está sempre disposto a se reinventar.



